
Madrugada de 15 de novembro, Marginal Pinheiros, Zona Oeste de São Paulo. Pelo horário, em pleno feriado da Proclamação da República, poucos motoristas passavam pelo local, quando um viaduto a 500 metros da ponte do Jaguaré, cedeu cerca de dois metros. Cinco carros foram danificados e não houve vítimas graves.
A partir daí começava uma verdadeira maratona na Prefeitura de São Paulo: entender os motivos da queda da estrutura, encontrar os projetos originais do viaduto e saber o que fazer para recuperar.
O prefeito Bruno Covas, em entrevista exclusiva ao programa Ligado na Cidade, reforçou que não havia sinal aparente que tal incidente pudesse ocorrer.
Por segurança, inicialmente a Marginal Pinheiros, no sentido do acesso à rodovia Castello Branco, foi interditada. Com a volta dos feriados da Proclamação da República e Consciência Negra foi possível ver o impacto negativo no trânsito, mesmo com rotas alternativas desenhadas pela CET.
Os dias foram passando com o serviço de escoramento e elevação da estrutura e, em cerca de duas semanas, a maior parte da Marginal foi liberada, como explicou na ocasião o secretário de transportes João Octaviano Neto.
Em paralelo, o prefeito Bruno Covas teve que se defender de um inquérito aberto pelo Ministério Público, que investiga o uso de verbas para manutenção destes espaços.
A reportagem da Jovem Pan passou a receber reclamações e denúncias de várias localidades com a preocupação dos paulistanos sobre a situação das 185 pontes e viadutos da capital. O engenheiro Rafael Timerman, membro do Instituto de Engenharia de São Paulo, alerta que as estruturas precisam de cadastramento e plano para recuperação urgente.
O Tribunal de Contas do Município acompanhou os trabalhos de recuperação da estrutura e os arquivos do projeto foram encontrados em um depósito, e exibidos pelo âncora do Jornal da Manhã, Thiago Uberreich, que teve acesso em primeira mão aos documentos.
Quase um mês depois do fato, o prefeito Bruno Covas anunciou que o melhor a ser feito é a reforma da estrutura e não a demolição. Ainda assim, a administração municipal disse não ser possível apontar uma causa única para o incidente.
A queda da pista ocorreu por uma combinação de fatores, como fadiga do concreto e defeitos que não poderiam ser notados na tradicional inspeção visual.
*Informações do repórter Fernando Martins
http://bit.ly/2LxOAAS https:http://bit.ly/2EMZ1PM
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