
Fábio Scharvtsman, presidente da Vale, e outros três diretores vão deixar temporariamente a empresa. A mudança, dada como inevitável desde o rompimento da barragem de Brumadinho, que deixou mais de 300 mortos, ganhou força nesta sexta-feira (2), quando integrantes da força-tarefa que investiga a tragédia pediram o afastamento dos executivos.
Além de Scharvtsman, se afastam da empresa, o diretor de ferrosos e carvão, Peter Poppinga, de planejamento, Lúcio Flávio Gallon Cavalli, e de operações do corredor sudeste, Silmar Magalhães Silva.
A pressão dos integrantes da força-tarefa foi motivada pela ação de executivos da empresa com empregados, o que estaria, segundo eles, atrapalhando as investigações. Além disso, a divulgação pela empresa do acordo para pagamento do auxílio emergencial para os atingidos como uma iniciativa da empresa causou forte desconforto.
De acordo com o promotor de Justiça do Ministério Público de Minas Gerais, André Sperling, a empresa pretendia pagar o auxílio apenas aos moradores das duas localidades mais atingidas – Parque da Cachoeira e de Córrego do Feijão -, mas foi obrigada a estender a indenização para todos os moradores de Brumadinho.
Com a saída de Scharvtsman, a Vale deve ser conduzida, interinamente, pelos diretores remanescentes, sob o comando interino do diretor-executivo de Metais Básicos, Eduardo Bartolomeo.
A mudança definitiva só deve ocorrer em abril, após a Assembleia Geral Ordinária de acionistas. Até agora, a Vale não se pronunciou oficialmente.
Com informações de Agência Estado
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