quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Sabesp abre mão de dívida e assume saneamento de Santo André

O governo do Estado de São Paulo e a Sabesp assinaram nesta quarta-feira (31) um contrato para assumir o saneamento da cidade de Santo André, no ABC Paulista, e de outros doze municípios do litoral e do interior de São Paulo. A promessa é de que, em seis meses, o município não terá mais problemas com o abastecimento de água.

O prefeito Paulo Serra (PSDB) garantiu que, em seis anos, a taxa de tratamento em Santo André será ampliada de 40% para 100%. “Mais de 30 mil famílias que hoje não tem acesso à água da forma que deveriam, em pleno 2019, vão passar a ter esse serviço com a qualidade que merecem.”

Santo André negociou uma dívida de aproximadamente R$ 5 bilhões com a Sabesp. A companhia de saneamento abriu mão de R$ 3,2 bilhões em troca da prestação de serviços.

O governador de São Paulo, João Doria, esclareceu que não houve perdão da dívida, mas sim um entendimento que vai beneficiar a Sabesp e a cidade do ABC paulista.

Além do objetivo de atingir a universalização do saneamento em todo o Estado, o governador disse que a medida também é um passo importante para a despoluição dos rios Pinheiros e Tietê.

O total de investimento previsto para os treze municípios é de quase R$ 7 bilhões.

A Sabesp também avançou nas negociações com a prefeitura de Mauá, que tem a situação semelhante com a de Santo André. De acordo com o presidente da companhia, Benedito Braga, a resposta deve sair nas próximas semanas.

*Com informações da repórter Marcella Lourenzetto

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Salles questiona dados do Inpe e promete novos números, mas admite alta no desmatamento

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, disse nesta quarta-feira (31) que o percentual de aumento do desmatamento da Amazônia divulgado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) não “reflete a realidade”. Apesar disso, mesmo afirmando existir “distorções numéricas” nos dados divulgados pelo sistema Deter, que são baseados em imagens de satélite, ele disse que o desmatamento aumentou.

A pasta vem defendendo que os números do Inpe apresentam “inconsistências”, como contabilizar uma mesma região devastada mais de uma vez e usar registros de anos anteriores como se fossem atuais.

De acordo com Salles, as informações sobre o desmatamento em tempo real da Amazônia foram interpretadas por “jornalistas, técnicos e ditos especialistas” com a intenção de “criar polêmica”. Sem dar detalhes, ele também disse que pretende lançar licitação para um novo sistema de monitoramento.

Em encontro com o ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, e com representantes do Inpe e do Ibama, o ministro disse que haverá um trabalho conjunto para aprimorar os dados. “Há um espaço muito grande para melhoria do trabalho de identificação e de alertas do desmatamento para fins de fiscalização e controle. Essa melhoria se dará em trabalho conjunto do Ibama com o Inpe.”

Pontes também disse que as informações do Inpe não foram usadas corretamente. “Aquele dado foi  utilizado de maneira incorreta, isso é importante ficar ressaltado, ele não foi feito para isso e foi utilizado de maneira incorreta”, ressaltou.

Na cidade de Anápolis, em Goiás, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse que, entre os números divulgados, estão “alertas de desmatamento” que, depois, podem ser verificados ou não. Para ele, “dados imprecisos” atrapalham o comércio com outros países.

“Nós temos que, ao dar um dado importante como esse, a pessoa responsável ela tem que ter certeza do que está falando. Ninguém quer censurar ninguém, não, mas tem que ter certeza do que está falando, não podemos ser pessoas para ganhar holofote, não estou dizendo que seja o caso dele, pode até ser que ele esteja certo. Vamos saber nas próximas horas e fazer o Brasil ir para frente”, disse o presidente.

De acordo com informações preliminares do Inpe, mais de mil quilômetros quadrados de floresta amazônica foram devastados na primeira quinzena de julho. O índice corresponde a um aumento de 68% em relação a julho de 2018.

Desde a divulgação dos dados, Bolsonaro tem criticado o órgão.

*Com informações do repórter Afonso Marangoni 

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Doria nega afastamento de Bolsonaro após classificar declaração do presidente como ‘infeliz’

O governador de São Paulo, João Doria, negou que exista um afastamento dele com a gestão Bolsonaro, mas afirmou que será crítico quando alguma atitude do presidente “merecer observações.”

A fala ocorreu após ataques nas redes sociais a uma declaração de Doria de que não teria alinhamento com o chefe do Executivo.

O tucano reiterou que vai manter a posição que teve quando assumiu o cargo no começo do ano. “Nós estamos mantendo a mesma posição do início desse Governo: apoiar todas as iniciativas de Bolsonaro que sejam boas para o país, preservando o espirito crítico.”

No início da semana, João Doria havia classificado como “infeliz” e “inaceitável” a fala de Jair Bolsonaro sobre o desaparecimento do pai de Felipe Santa Cruz, presidente da OAB.

Um dia depois o governador paulista reiterou a crítica e negou alinhamento com o presidente da República. Internautas, no entanto, relembraram o voto “Bolsodoria” estratégia que se formou no segundo turno das eleições de 2018.

Nesta quarta (31), Doria reforçou que vai continuar a apoiar as atitudes positivas do Governo Federal, principalmente na área econômica.

*Com informações da repórter Marcella Lourenzetto

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Trump oficializa indicação do Brasil como aliado prioritário extra-Otan

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, oficializou, na noite desta quarta-feira (31), a indicação do Brasil como aliado importante extra-Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Com isso, o norte-americano cumpre a promessa que fez ao presidente Jair Bolsonaro (PSL) em março, quando os dois se encontraram em Washington.

Em maio, a Casa Branca afirmou que a designação ocorreria em reconhecimento aos compromissos do governo brasileiro de aumentar a cooperação em defesa com os EUA e, também, ao interesse americano em aprofundar a coordenação de defesa com o Brasil.

Na prática, a medida aproxima militarmente os dois países, além de trazer algumas facilidades para o Brasil na aquisição de equipamentos e de tecnologia militar dos EUA.

O Brasil é o primeiro país indicado por Trump a adquirir o status e o segundo da América Latina – antes, apenas a Argentina possuía o título. Outros 16 países também são designados como aliados importantes extra-Otan – caso da Austrália, da Coreia do Sul e do Japão, por exemplo.

*Com Estadão Conteúdo

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quarta-feira, 31 de julho de 2019

Indenização do seguro de vida: Veja o passo a passo de como solicitar

Uma das principais razões para se fazer um seguro de vida é a proteção financeira da família caso ocorra algum sinistro.

Porém, se infelizmente algo ruim acontecer, é preciso ter em mente que algumas ações precisam ser tomadas. Uma delas diz respeito a solicitar a indenização do seguro de vida.

E, é muito comum que as pessoas tenham dúvidas em como proceder nestes casos. Pensando nisso, descubra nesse material informativo como solicitar a indenização do seguro de vida.

Quero que meu caso seja analisado por um especialista

1º Passo de como solicitar a indenização do seguro de vida: Apólice

Antes de solicitar a indenização do seguro de vida para a seguradora, fique atento a algo importante: a apólice. O nome pode parecer complicado, mas o seu significado é muito simples. Em suma, a apólice nada mais é do que o contrato de seguro, onde estão todas as informações sobre valores, cobertura de seguro, vigência, beneficiário, entre outros.

Nela estarão especificadas as situações em que o seguro pode ser acionado, prazo de vigência, requisitos, condições gerais para pagamento da indenização, quem são os beneficiários, etc. Primeiramente, fique atento ao prazo de vigência, já que, muitas vezes as pessoas desconhecem que a grande maioria dos seguros precisam ser renovados periodicamente.

Em seguida, no caso dos beneficiários, na apólice constam os nomes das pessoas que receberão o seguro. Entretanto se se nenhuma pessoa foi indicada na apólice, será aplicado o artigo 792 do Código Civil Brasileiro, que prevê a divisão do valor total entre o cônjuge (50%) e os herdeiros legais (50%).

O seguro de vida possui diversas coberturas e, cada uma delas, exige requisitos diferentes para pagamento da indenização.

Dentre as coberturas mais comuns, podemos citar

  • por morte (natural ou por acidente);
  • por invalidez permanente (total ou parcial);
  • por invalidez funcional ou laborativa por doença;
  • por despesas médica, hospitalares e odontológicas;
  • por diárias de incapacidade temporária;
  • por diárias de internação hospitalar; e
  • por doenças graves.

Fique atento!  Alguns seguros de vida cobrem também as despesas com velório, internação e outras despesas que se façam necessárias em razão do óbito ou doença.

2º passo: Comunicar a seguradora do sinistro

Posteriormente, após verificar a apólice do seguro de vida, para solicitar a indenização do seguro, o beneficiário deverá informar a seguradora sobre o sinistro. Em outras palavras, informar a seguradora o que aconteceu.

Antes de tudo, vamos falar em prazos. Para beneficiários e terceiros, o prazo para comunicar a seguradora é de 3 anos. O início da contagem começa na data do fato gerador do sinistro. Por exemplo, se você é o beneficiário de um seguro de vida e o segurado morre, você tem três anos a partir da morte para dar entrada no processo para receber a indenização.  Já para os segurados, o prazo de prescrição é de 1 ano. Porém, a data de início da contagem depende da modalidade do seguro.

Ainda, no seguro de vida, pode haver uma série de coberturas que garantem direito a indenização em vida para o segurado. Por exemplo é o caso das coberturas para invalidez ou para doenças graves. No caso da cobertura para invalidez, o prazo começa a contar a partir da data em que a invalidez é formalizada pela Previdência Social. Já para a cobertura para doenças graves, vale a data do diagnóstico.

Desta forma, é preciso comunicar a seguradora do fato. Assim que receber a comunicação do sinistro, a seguradora irá fornecer ao beneficiário um formulário de aviso do sinistro. Neste documento é necessário preencher os dados do segurado bem como o motivo pelo qual se está solicitando a indenização.

Em seguida, após o preenchimento do formulário, a seguradora vai solicitar uma lista de documentos que deverão ser entregues.

No geral, a documentação é a seguinte

  • Formulário de aviso do sinistro preenchido
  • Certidão de Óbito (se for o caso);
  • Certidão de casamento ou nascimento com data atualizada (expedida após o óbito);
  • Beneficiário Menor de idade: cópia simples de Certidão de nascimento;
  • Beneficiário entre 16 e 18 anos: cópia simples do CPF;
  • Beneficiário Maior de idade: RG, CPF e comprovante de residência;

Meu pagamento da indenização foi negado pela seguradora? Como saber se tenho direito?

Quanto tempo leva para a seguradora pagar a indenização?

Segundo a Superintendência de Seguros Privados (Susep), após a entrega da documentação completa, a seguradora tem o prazo de 30 dias para realizar o pagamento da indenização ao beneficiário.

Porém, se a seguradora entender que precisa de mais documentos ou esclarecimentos adicionais, esse prazo poderá ser suspenso e acaba se prorrogando.

Da mesma forma, se houver atraso, o valor da indenização será atualizado de acordo com os índices de correção monetária.

A indenização do seguro de vida pode ser negada pela seguradora?

É possível sim que a seguradora negue o pagamento da indenização do seguro de vida ao beneficiário.  Essa situação é muito mais comum do que as pessoas imaginam.

As seguradoras poderão recusar o pagamento alegando que alguma violação das condições gerais da apólice do seguro. Entre os motivos mais comuns estão a não cobertura do risco, agravamento de risco, sinistro dentro do prazo de carência, doença pré-existente, atraso das parcelas e ausência de legitimidade.

Dentre essas, as mais recorrentes são as negativas por doença preexistente e por inadimplência.  Doença preexistente é a alegação de que o segurado já possuía a doença que ocasionou a morte ou invalidez quando realizou a contratação do seguro. Já a inadimplência nada mais é do que a falta de pagamento.

Por isso, nos casos de negativa, o ideal é buscar um profissional qualificado para fazer a análise do caso. Como cada caso é diferente, a busca por um profissional facilitará o processo. Isto é,  será necessário fazer toda a análise da apólice e da situação concreta para verificar, após esse processo, se é possível ingressar com uma ação para buscar através da Justiça o recebimento da indenização.

Outro ponto fundamental é prazo para recorrer na Justiça caso a seguradora negue o pagamento da indenização. Após receber a resposta negativa, o beneficiário tem apenas 1 ano para poder contestar essa decisão na Justiça e requerer a indenização que lhe é devida.

Em resumo, fique atento para não perder esse prazo, pois, se ele encerrar não será mais possível reverter a situação.

Não desista do seu direito.

Conteúdo original Carbonera & Tomazini Advogados

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