segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Jovens e mulheres têm mais medo do desemprego 

O medo de encarar o desemprego já não é o mesmo de mais de 14 milhões de brasileiros. Mas, entre jovens e mulheres, ele ainda é mais presente. É o que mostra a pesquisa trimestral da Confederação Nacional das Indústrias (CNI). Entre os dias 17 e 20 de setembro, a pesquisa que mede os índices do desemprego e satisfação com a vida ouviu 2 mil pessoas em 127 município pelo país — e evidenciou a desigualdade entre homens e mulheres no quesito emprego. O levantamento revelou que as mulheres tem muito mais medo de ficarem desempregadas do que os homens: enquanto o índice para eles é de 46,8%
pontos, elas representam 62,4%.

O mesmo acontece com a população jovem na faixa etária que vai dos 16 aos 34 anos, que soma 57,3% na pesquisa. Apesar dos impactos econômicos negativos causados pela pandemia, o medo do desemprego entre a população marcou 55% — contra 56,1% registrado em dezembro de 2019. Segundo Carlos Abijaldi, diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, a queda está relacionada com as medidas de proteção do emprego adotadas pelo governo. Já o índice de satisfação com a vida quase não sofreu alteração entre dezembro de 2019 e setembro deste ano, subindo de 63,3% para 68,5%. Mesmo assim, os homens se dizem mais satisfeitos que as mulheres.

*Com informações da repórter Hanna Beltrão

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