
As intensas queimadas no Pantanal trazem alerta para os riscos à saúde da população local, que pode se agravar nos próximos meses. Além de problemas respiratórios, a fumaça favorece a incidência de câncer. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), 14% do bioma foi destruído apenas no mês de setembro. Em audiência na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira, 14, o presidente do Conselho Nacional de Saúde, Fernando Pigatto, citou que todas as esferas de poder têm responsabilidade e ressalta que falta um plano de gestão de risco ao Pantanal.
A chefe de Biodiversidade da Fundação Oswaldo Cruz, Márcia Chame, alerta para a situação dos animais. Ela teme também pelo comprometimento de tipos mais exóticos de flores e plantas do Pantanal. O assessor técnico Leonardo Vilela, do Conselho Nacional de Secretários de Saúde, alerta que a qualidade do ar é a pior possível e lembra que os registros de queimadas desse ano no país superaram o recorde de 2005. Os dados do Inpe mostram que, só no Amazonas, são quase 16 mil focos ativos.
*Com informações do repórter Afonso Marangoni



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