sábado, 10 de outubro de 2020

TJ-SP rejeita novo pedido de prisão preventiva de André do Rap

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) rejeitou novo pedido de prisão preventiva contra André de Oliveira Macedo, o André do Rap, apontado como um dos líderes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Com a decisão da Comarca de São Vicente , no litoral paulista, ele pode ser solto da penitenciária de Venceslau Brás ainda neste sábado, 10. O pedido foi protocalo pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP), após o pedido de soltura expedido pelo minsitro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio de Mello, nesta sexta, 9. André do Rap foi preso em 2019 e é acusado de administrar a exportação de toneladas de cocaína do PCC a partir do porto de Santos para a Europa.

O ministro do STF determinou a soltura de André do Rap após reanalisar um habeas corpus concedido por ele mesmo. Essa foi a segunda vez que o ministro concedeu a liberdade ao condenado. A decisão foi duramente criticada entre os integrantes da cúpula da segurança pública de São Paulo, que prendeu o megatraficante após meses de investigações. Os promotores do Ministério Público de São Paulo, que investigam o PCC, então, correram para tentar reverter a soltura, indicando que ele teria outras prisões preventivas decretadas e, por isso, deveria continuar detido.

Tribunal de Justiça de São Paulo confirmou que ele ainda não foi solto porque tem prisão decretada em outros processos, também da Justiça Federal. Em entrevista à Jovem Pan, por telefone, o ministro Marco Aurélio Mello se defendeu e disse que não olha para a história do réu na hora de julgá-lo, mas, sim, para o direito penal. Questionado se, nesta ocasião, o melhor caminho era considerar que o réu é um membro importante do PCC, o ministro rebateu e disse que, “Se for assim, é melhor colocar um paredão na frente do STF para fuzilamento”.

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