quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

Limite para compras em free shops sobe para mil dólares a partir desta quarta

Começa a valer, a partir desta quarta-feira (1º), o novo limite fixado pelo governo para compras de brasileiros em free shops. O teto, que era de US$ 500, agora passa a ser de US$ 1000. A mudança foi feita por meio de uma portaria assinada em outubro pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

O novo limite vale para as compras feitas em lojas francas de portos e aeroportos, conhecidas como free shops, que vendem produtos importados livres de impostos. Para as compras feitas no exterior e trazidas na bagagem para o Brasil, o teto continua o mesmo: US$ 500 dólares.

Na época do anúncio, o Ministério das Relações Exteriores disse que a decisão foi tomada em conjunto pelos quatro países do Mercosul: Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. Mesmo assim, o novo valor é válido para qualquer destino internacional, não apenas para viagens dentro do bloco.

Outra mudança que passa a valer nesta quarta-feira é a ampliação de US$ 300 para US$ 500 da cota de isenção autorizada para free shops para quem cruza as fronteiras terrestres. Na prática, a nova regra beneficia, por exemplo, os brasileiros que saem do país para comprar no Paraguai.

*Com informações do repórter Renato Barcellos

https://ift.tt/35gOjdM https://ift.tt/36bqqWq

Após invasão à embaixada americana, Irã e EUA trocam acusações

Um grupo de milicianos xiitas invadiu a embaixada dos Estados Unidos em Bagdá, no Iraque, nesta terça-feira (31). Eles protestavam em resposta aos ataques aéreos americanos no país. Os manifestantes escalaram os muros e derrubaram uma porta para entrar na embaixada, além de atirarem pedras e tijolos e chegaram a atear fogo em uma área de recepção.

O embaixador e os funcionários foram retirados de perigo e colocados em um local fortificado dentro do território da embaixada. As forças de segurança foram acionadas e usaram gás lacrimogêneo para dispersar os milicianos. 12 pessoas ficaram feridas.

O primeiro ministro do Iraque, Adel Mahdi, chegou a fazer um apelo para que os manifestantes se afastassem do local. A invasão aconteceu logo após uma manifestação no centro de Bagdá, que reuniu centenas de de pessoas.

Um dos slogans do protesto era “Morte à América”. O principal alvo dos manifestantes é um bombardeio feito pelos Estados Unidos, neste domingo (29), contra um grupo de milícias que atua no Iraque e recebe apoio do Irã. O ataque aéreo deixou 25 mortos e 51 feridos.

O presidente americano, Donald Trump, afirmou, nesta terça-feira (31), no Twitter que o ataque a embaixada americana estava sendo orquestrado pelo Irã e que o país será responsabilizado. De acordo com o Pentágono, os bombardeios realizados no domingo foram parte de um movimento defensivo contra um grupo dissidente do Hezbollah.

O ministério das Relações Exteriores do Irã respondeu dizendo que “os Estados Unidos têm a surpreendente audácia de atribuir ao Irã os protestos do povo iraquiano contra a matança selvagem de Washington”. O ataque aéreo aconteceu um dia depois que um empreiteiro civil americano foi morto em um ataque com um foguete em uma base militar no Iraque.

*Com informações do repórter Renan Porto

https://ift.tt/2ZRaKWd https://ift.tt/2suqWAq

Em ano de eleições municipais, aperto no orçamento é realidade de prefeituras

2020 é ano de eleição para prefeitos e vereadores nos 5.570 municípios brasileiros. No dia 4 de outubro, os eleitores vão às urnas para escolher os representantes para os próximos quatro anos.

De São Paulo, com 12 milhões de habitantes, a Serra da Saudade, em Minas Gerais, com apenas 781 habitantes, as cidades tem demandas específicas, mas também compartilham de desafios comuns. A questão orçamentária é uma preocupação porque boa parte do dinheiro arrecadado já está comprometido com despesas fixas, como o pagamento de salários.

O prefeito de Mirandópolis, no interior de São Paulo, Everton Sodário (PSL), destaca que os municípios não têm dinheiro para investir. “A arrecadação do município é, basicamente, para pagar conta. Você tem, arrecada, recebe verbas externas, mas não consegue fazer grandes obras. As grandes obras que os municípios, hoje, do Estado de São Paulo, a título de exemplo, estão fazendo, são de verbas do governo federal ou estadual. O município, por si, tudo o que recebe está engessado, tem direcionamento, e o prefeito só serve para assinar”, lamenta.

Ele ressalta a importância da reforma da Previdência. “Muitos prefeitos torciam para que a reforma da Previdência do governo federal viesse para os municípios. Infelizmente não foi do jeito que se esperava, mas é muito importante pensar na reforma das Previdências municipais, porque vai chegar uma hora que os municípios não vão aguentar mais pagar seus aposentados e pensionistas.”

Um estudo da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) avaliou o desempenho econômico de mais de cinco mil cidades brasileiras. O levantamento apontou que, nos últimos cinco anos, a gestão fiscal dos municípios piorou e que quase um terço deles está no vermelho e não consegue se sustentar.

Ao anunciar os resultados no dia 31 de outubro, o gerente de estudos econômicos da Firjan, Jonathas Goulart, falou sobre o impacto para a população da situação fiscal das cidades. “Se um município não consegue gerar receita localmente para financiar sua estrutura administrativa, ou seja, pagar os salários dos vereadores, do prefeito e seus gabinetes, sua estrutura mais básica, isso vai ter que vir de algum lugar, e vem do fundo de participação dos municípios, que deveria ser destinado para a educação, saúde, saneamento.”

Quase 75% dos municípios estão em situação fiscal difícil ou crítica, incluindo nove capitais: Florianópolis, Maceió, Porto Velho, Belém, Campo Grande, Natal, Cuiabá, Rio de Janeiro e São Luís.

O deputado estadual Alex de Madureira (PSD-SP) entende que as mudanças nas regras eleitorais serão um desafio adicional em 2022. “Nós vamos, pela primeira vez, entrar em uma eleição sem as coligações partidárias. Então isso tem sido um desafio, também, para os partidos políticos e para os prefeitos, que tem que montar as suas chapas de forma que andem sozinhas. A gente chama de chapa pura, o prefeito tem que sair com uma chapa, no máximo, tendo um aliado como vice, trazendo um partido junto como vice.”

O prefeito de São Pedro da União, em Minas Gerais, Custódio Ribeiro Garcia (PSDB), concorda que este será um dos principais desafios. “Eu acho que sempre os deputados, senadores, gostam de fazer os municípios de cobaia. Sempre experimentando se vai dar certo ou não. É um desafio sim, muito difícil, que vamos encontrar agora.”

Ao todo, mais de 56 mil cadeiras nas Câmaras Municipais estarão em disputa.

A vereadora de São Paulo, Soninha Francine (Cidadania), destaca que o cidadão também reclama muito da burocracia da gestão pública. “O munícipe sempre reclama da burocracia do setor público com um milhão de razões. Eu vou dizer que quem está dentro da administração pública também reclama muito da burocracia. A gente tem alguns processos muito antiquados, muito ultrapassados. Agora isso vem melhorando com o tempo”, afirma.

O deputado estadual de São Paulo, Roberto Morais (Cidadania) recebe muitos prefeitos na Assembleia e fala sobre os desafios de quem assumir as prefeituras em 2020. “O desafio hoje de ser prefeito é algo que você não consegue calcular os problemas que os municípios tem. A grande maioria dos municípios tem dificuldades em pagamentos de salários, de aposentadorias, de décimo terceiro. Os prefeitos, os candidatos hoje, são muito corajosos. Enfrentar as dificuldades do município é realmente muito difícil”, garante.

Para o deputado estadual de São Paulo, Carlos Giannazi (PSOL), não existe solução a curto prazo. “Não há saída à vista, no horizonte, nesse momento histórico. Porque a economia continua muito ruim, as reformas feitas acabaram piorando a situação, então eu pelo menos não vejo perspectiva. Nem os prefeitos, que estão literalmente em pânico, preocupados com as finanças municipais porque não há mais investimento, houve diminuição dos repasses, também, do governo federal e do governo estadual.”

O vereador de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), destaca que a questão orçamentária só será resolvida com a retomada da economia brasileira. “É fundamental que a gente saia dessa crise e que o país possa gerar riquezas, impostos e tributos para ser devolvido à população. A grande questão do momento dos municípios está atrelada, diretamente e efetivamente, a questão da crise do desenvolvimento, da retomada do crescimento econômico do país.”

Nas últimas eleições municipais, o Brasil registrou quase 500 mil candidatos e 144 milhões de eleitores aptos a votar.

*Com informações do repórter Afonso Marangoni 

https://ift.tt/2tnYKzi https://ift.tt/2F7kX7g

Ghosn fugiu do Japão dentro de mala para instrumentos

Após o empresário Carlos Ghosn fugir do Japão, começam a surgir os primeiros detalhes de como ele teria saído de um dos países mais seguros do mundo, mesmo estando impedido de viajar.

O ex-presidente da aliança Renault-Nissan-Mitsubishi estava em prisão domiciliar, em Tóquio, acusado de má conduta financeira, por omitir parte dos rendimentos e utilizar indevidamente verbas das empresas. Desde então, o brasileiro, que tem um patrimônio estimado em US$ 120 milhões nega ter cometido qualquer irregularidade.

Agora, Ghosn está no Líbano, país que não tem acordo de extradição com o Japão e que ele tem cidadania.

Segundo a TV libanesa MTV, a fuga foi realizada por um grupo “paramilitar”, que entrou na casa do executivo sob o disfarce de uma banda de música. E, na saída, o empresário, de 65 anos, fugiu escondido em uma caixa destinada a transportar instrumentos musicais, despistando um forte esquema de vigilância montado pelas autoridades japonesas.

Ele era monitorado, por exemplo, um sistema de vídeo em sua casa e tinha limitações para uso de celular e computador e foi obrigado a entregar os passaportes para o advogado. Em seguida, ele saiu do Japão em um jato particular.

Em um comunicado, Ghosn disse que não fugiu da Justiça, mas sim “da injustiça e da perseguição política”. O brasileiro disse que “não vai mais ser mantido refém pelo viciado sistema de justiça japonês, em que a culpa é presumida, a discriminação é desenfreada e direitos humanos básicos são negados”.

Por fim, ele afirmou que agora poderá, finalmente, se “comunicar livremente com a imprensa” e espera “começar a fazer isso na próxima semana.”

O advogado japonês, que representa o brasileiro, afirmou que está “estupefato” com a notícia e que não falou recentemente com o cliente.

Segundo o jornal An-Nahar, o ministro de Estado libanês para assuntos presidenciais, disse que Ghosn entrou legalmente no Líbano com um passaporte francês e que nenhuma medida contra ele será tomada.

*Com informações do repórter Afonso Marangoni

https://ift.tt/39u87Om https://ift.tt/35aA4aF

Adeus, ano velho! Saiba como foi a chegada de 2020 no Brasil e no mundo

A chegada de 2020 foi celebrada ao redor do mundo. O Ano Novo começou primeiro na Oceania, e a Nova Zelândia foi um dos primeiros países a celebrar a virada.

Às 10 horas, pelo horário de Brasília, foi a vez da Austrália brindar a mudança de ano. Em Sydney, maior cidade do país, os australianos acompanharam um lindo espetáculo de fogos que teve a Ópera de Sydney, cartão postal da cidade, de plano de fundo.

Na Coreia do Norte, uma grande multidão assistiu a um show em Pyongyang para se despedir de 2019 e, a meia-noite, fogos de artifício iluminaram o céu da capital norte-coreana.

A China também celebrou o Ano Novo. Na virada, Hong Kong assistiu a um espetáculos de fogos e, na véspera, manifestantes formaram correntes humanas nas ruas do centro da cidade em protesto. Faz seis meses que o território semi-autônomo enfrenta uma onda de manifestações pró-democracia.

Na Europa, Paris recebeu o Ano Novo com festa. O show de luzes também marcou a virada em Londres, no Reino Unido e Atenas, na Grécia.

O último continente a brindar a chegada no novo ano foi a América. Nos Estados Unidos, em Nova York, houve a tradicional descida da bola na Times Square.

Já no Brasil, o tradicional Réveillon em Copacabana, no Rio de Janeiro, reuniu quase 3 milhões de pessoas para ver a queima de fogos que durou 14 minutos. E em São Paulo a festa foi na Avenida Paulista. Quem fez a contagem regressiva para a chegada de 2020 foi o cantor Lulu Santos.

Entre as pessoas, a maioria estava vestida de branco, pedindo muita paz, mas Marinês Rodrigues do Santos, que trabalha no setor administrativo, contrariou a regra e veio de vermelho. “Vamos passar um pouquinho de paixão, estamos precisando. Quis passar diferente esse ano”, contou.

O professor de educação infantil, Marcos José Rafael, já prefere manter o branco. “Passar de branco, né? Para chamar a paz. Esse ano foi de muita batalha, de muita turbulência na política, morreram muitos artistas. E a gente espera que o ano que vem seja um pouquinho melhor, né?”

A gerente administrativa, Ivone Gama foi, à Paulista com a família e disse que eles não se importam com a cor da roupa na hora da virada. “Olha, a gente escolheu aleatoriamente, a gente não segue superstição. Cada um está de uma cor, mesmo”, explicou.

Este foi o segundo ano consecutivo que a capital paulista usou fogos mais silenciosos atendendo a uma lei lei que proíbe os que possuem estampido.

*Com informações do repórter Afonso Marangoni 

https://ift.tt/2MK35nd https://ift.tt/2tgkfln

Mega da Virada: Quatro apostadores vão dividir prêmio de R$ 304 milhões

Os seis números da Mega da Virada foram sorteados às 20h25 desta terça (31), em São Paulo. No total, quatro pessoas vão dividir o prêmio de R$ 304 milhões, totalizando em cerca de R$ 76 milhões para cada ganhador.

As dezenas sorteadas foram: 03 – 35 – 38 – 40 – 57 – 58. Os vencedores são de Juscimeira, no Mato Grosso; Criciúma, em Santa Catarina, e dois da cidade de São Paulo.

Na quina (acerto de cinco números), 1.031 apostadores vão levar R$ 57.537,06 mil cada um. Outros 77.055 apostadores que acertaram a quadra (quatro números) vão receber R$ 1.099,78 cada um.

Segundo a assessoria da Caixa Econômica Federal, as Loterias Caixa registraram um recorde de vendas para a Mega da Virada em um único dia. Foram mais de R$ 210 milhões até às 20h da segunda-feira (30). O recorde anterior era de R$ 166 milhões, arrecadados no dia 31 de dezembro de 2018.

*Com informações da Agência Brasil

https://ift.tt/2ZJ3ueB https://ift.tt/37rPWH6

terça-feira, 31 de dezembro de 2019

Polícia do Rio faz operação para prender suspeito de ataque contra Porta dos Fundos

A Polícia Civil do Rio de Janeiro realiza, nesta terça-feira (31), uma operação para buscar um dos suspeitos de atacar a produtora do Porta dos Fundos. O nome do procurado não foi divulgado, mas há um mandado de prisão contra ele – o único das envolvidos que não estava usando capuz na hora da ação, que ocorreu no último dia 24.

Até momento, foram apreendidos munição, uma arma falsa, computador e uma camisa de entidade filosófica e política, além de dinheiro.

Relembre

No dia do ataque, o grupo jogou bombas caseiras na sede da produtora e depois fugiu. Uma câmera de segurança interna do canal de humor mostra o momento em que o local é atingido por coquetéis molotov. Um segurança, que estava no local, quase foi atingido – por isso, o caso está sendo investigado como crime de explosão e tentativa de homicídio.

O canal de humor se tornou alvo de críticas desde o lançamento do especial de Natal A Primeira Tentação de Cristo, na Netflix. A produção mostra um Cristo gay, interpretado por Gregório Duvivier, com um namorado. O personagem é surpreendido por uma festa, em que é revelado que ele é Filho de Deus e fora adotado por José e Maria. Um abaixo-assinado online pediu a retirada do programa do serviço de streaming.

https://ift.tt/39voBFK https://ift.tt/2SsaaMI