quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Análise de riscos foi o que mais pesou para PF ir contra Lula em enterro

A análise de riscos foi o que mais pesou na decisão da Polícia Federal (PF) de apontar a impossibilidade de conduzir o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao enterro do irmão Genival Inácio da Silva, o Vavá, falecido nesta terça-feira (29). Possibilidade de protestos pró e contra, atentados e atos políticos que fugissem ao controle das autoridades e colocassem em risco a segurança dos presentes foram elencados como motivos pelo setor de inteligência da PF.

Os riscos foram detectados em levantamento do Diretoria de Inteligência Policial (DIP) para levar Lula ao enterro de Vavá, nesta quarta-feira (30), em São Bernardo do Campo (SP), e foram um dos itens apontados pelo superintendente da PF no Paraná, delegado Luciano Flores de Lima, para comunicar em ofício à Justiça Federal o indeferimento do pedido. A falta de avião ou helicóptero para o traslado e ausência de tempo hábil para realizar a operação com segurança foram outros.

O relatório da inteligência da PF levou em consideração as seguintes situações de risco: “1 – Fuga ou resgate do ex-presidente Lula; 2 – Atentado contra a vida do ex-presidente Lula; 3 – Atentados contra agentes públicos; 4 – Comprometimento da ordem pública; 5 – Protestos de simpatizantes e apoiadores do ex-presidente Lula; 6 – Protestos de grupos de pressão contrários ao ex-presidente Lula”.

O documento entregue pelo setor de inteligência alertou o comando da PF sobre a necessidade de se considerar “a alta capacidade de mobilização dos apoiadores e grupos de pressão contrários ao ex-presidente”, a “oportunidade para que o evento se transforme em um ato político, promovidos tanto por grupos favoráveis ou contrários, com a participação de um grande número de pessoas”.

A mobilização petista quando Lula foi preso em abril de 2018 no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, foi citada ao abordar a possibilidade de “crises imprevisíveis” caso Lula estivesse próximo de “aglomerações”.

“É importante que Lula seja mantido a longa distância de aglomerações, já que esse fato pode desencadear crises imprevisíveis, assim como os fatos que ocorreram quando de sua prisão, em abril de 2018”, registra documento interno da PF.

O superintendente da PF no Paraná viu ainda a “ausência de policiais disponíveis” tanto da PF quanto da Polícia Civil e Polícia Militar de São Paulo “para garantir a ordem pública e a incolumidade tanto do ex-presidente quanto dos policiais e pessoas ao seu redor” e indeferiu o pedido feito pela defesa de Lula.

No início da tarde de ontem, o ministro Dias Tofoli, do Supremo Tribunal Federal, concedeu ao petista o “direito de se encontrar exclusivamente com os seus familiares, na data de hoje (quarta-feira), em Unidade Militar na Região, inclusive com a possibilidade do corpo ser levado a uma unidade militar, a critério da família”.

Lula decidiu não ir ao encontro dos familiares. O advogado e amigo de Lula Manoel Caetano Ferreira, que estava com o ex-presidente no momento, afirmou que o petista considerou ‘um vexame’ a possibilidade de se encontrar com seus parentes “em um quartel”. O advogado ressaltou que a “decisão foi inócua, proferida quando o corpo já estava baixando a sepultura, o enterro já estava acontecendo”. “Então, a decisão não tem mesmo como ser cumprida”.

“O ex-presidente não concordaria em se reunir com sua família num quartel, ele disse isso claramente. Seria um vexame, um desrespeito com a família que ele fosse se encontrar com a família, em um momento como esse, em um quartel”, afirmou.

Antes da decisão do presidente da Suprema Corte, a ida de Lula ao velório do irmão havia sido negada pela juíza da Vara de Execuções Penais de Curitiba, Carolina Lebbos, e pelo desembargador de plantão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF), Leandro Paulsen.

*Com Estadão Conteúdo

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SP terá grupo de trabalho para mostrar situação de barragens

O governo de São Paulo criou um grupo de trabalho para atualizar e recomendar soluções para reduzir os riscos produzidos por barragens no Estado de São Paulo. O grupo será coordenado pela Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado, conforme foi publicado na última terça-feira (29) no Diário Oficial, e deverá apresentar em 90 dias um relatório sobre as condições dos barramentos.

Representantes da Agência Nacional de Mineração (ANM), Agência Nacional de Águas (Ana), e Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) serão convidados a integrar o grupo, que vai fazr vistorias in loco nas barragens.

O governador João Doria (PSDB) afirmou nesta quarta-feira (3), em Sorocaba, no interior paulista, que o trabalho de fiscalização já teve início. “São Paulo não tem o mesmo volume de mineração, nem as barragens com as mesmas características das barragens de Minas. Mesmo assim, fizemos um alerta e as empresas [que possuem barragens] já iniciaram a verificação de seus protocolos para garantir a segurança de seus funcionários e da população do entorno.”

Doria citou como exemplo a Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), que vai instalar equipamentos sonoros e usar aplicativos de celular para alertar a população do entorno de sua fábrica, em Alumínio, no interior, sobre eventuais riscos.

*Com informações da Agência Estado

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‘Sigo me recuperando e trabalhando do hospital’, diz Bolsonaro pelo Twitter

Após publicar mensagem em que agradece a ajuda de militares israelenses nas buscas por desaparecidos em Brumadinho (MG), o presidente Jair Bolsonaro usou o Twitter na manhã desta quinta-feira (31) para dizer que segue se recuperando e trabalhando do Hospital Albert Einstein, em São Paulo.

“Sigo me recuperando e trabalhando do hospital. São muitas as linhas de atuação nesse primeiro mês de governo e ainda há muito a se fazer. Estamos no caminho certo. Nossa missão será cumprida! O Brasil ocupará a posição que merece no contexto internacional!”, escreveu.

Sem deixar claro sobre qual assunto se referia, Bolsonaro mostrou que a recuperação após a cirurgia de retirada da bolsa de colostomia segue bem, mas com despachos diretamente do hospital.

Vale ressaltar que enquanto Bolsonaro segue internado, o presidente em exercício é o vice Hamilton Mourão, que já, inclusive, comandou reunião ministerial nesta semana.

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Para combater fraudes malha fina cruzará dados da declaração do IR com eSocial

A Receita também usará o CPF inserido em despesas médicas para cruzar com as informações declaradas pelos contribuintes. Outras alterações farão parte da declaração de Imposto de Renda de 2019. Continue a leitura e saiba mais sobre o assunto. Cruzamento de informações e o combate à fraude Em 2016, profissionais de saúde passaram a ter […]

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Pelo Twitter, Bolsonaro agradece ‘bravas tropas israelenses’ por missão em Brumadinho

Ainda internado no Hospital Albert Einstein, na capital paulista, o presidente Jair Bolsonaro agradeceu, em mensagem no Twitter, ao Estado de Israel pela ajuda nos resgates em Brumadinho, em Minas Gerais.

“As bravas tropas israelenses, cedidas pelo Primeiro Ministro @netanyahu [Benjamin Netanyahu], encerram hoje a missão no Brasil. Agradeço, em nome do povo brasileiro, ao Estado de Israel pelos serviços prestados em Brumadinho-MG em parceria com nossos Guerreiros das Forças Armadas e Bombeiros”, escreveu.

Os militares israelenses que chegaram a Brumadinho nesta semana já voltarão ao seu país após colaboração no resgate de vítimas na tragédia de Brumadinho, em Minas Gerais. A informação foi confirmada na manhã desta quinta-feira (31) pelo Corpo de Bombeiros brasileiro.

Em nota, um membro da comitiva de Israel afirmou que “em coordenação com as autoridades no Brasil e com o comandante da operação de resgate no Brasil, foi decidido que a missão da delegação israelense chegou ao seu fim com sucesso nesta etapa da operação de resgate”. Segundo ele, “os comandantes brasileiros elogiaram a delegação israelense pela grande e importante contribuição profissional para a operação de resgate. A delegação israelense transferirá a responsabilidade de maneira ordenada para a equipe de resgate brasileira e retornará a Israel”.

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Água do Rio Paraopeba apresenta risco à saúde, aponta governo de MG

As secretarias estaduais de Saúde, de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais informaram que a água do Rio Paraopeba apresenta riscos à saúde humana e animal, após o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho. Com isso, por questão de segurança, até que a situação seja normalizada, as pastas não recomendam a utilização da água bruta do rio para qualquer finalidade.

Embora o contato eventual com a água não cause risco de morte, as secretarias alertam que deve ser respeitada uma área de 100 metros das margens. Os bombeiros, que têm trabalhado em contato mais direto com o solo, conforme a Secretaria de Saúde, precisam utilizar todos os equipamentos de segurança.

Para atender à população, o governo de Minas Gerais determinou que a Vale forneça água potável às comunidades atingidas. Junto com essa medida, a empresa suspendeu a necessidade de emissão de outorga para a perfuração de poços artesianos. Em outra frente, servidores da Secretaria de Agricultura estão percorrendo 20 municípios da região para recomendar que a água dos rios locais não seja utilizada.

O governo de Minas recomendou ainda que qualquer pessoa que tenha tido contato com a água bruta do Rio Paraopeba, depois da chegada da pluma de rejeitos, ou ingerido alimentos que também tiveram esse contato, e apresentar náuseas, vômitos, coceira, diarreia, tonteira ou outros sintomas deve procurar a unidade de saúde mais próxima.

A orientação é para a área que vai desde a confluência do Rio Paraopeba com o Córrego Ferro-Carvão até Pará de Minas. Segundo o governo, no município de Pará de Minas há outro manancial que serve de alternativa para o abastecimento da cidade.

*Com informações da Agência Brasil

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Bolsonaro desmarca reunião com três ministros por recomendação médica

O presidente Jair Bolsonaro precisou desmarcar o encontro que teria nesta quinta-feira (31) com três ministros, segundo a assessoria do Palácio do Planalto. Bolsonaro, que está internado no Hospital Albert Einstein, na Zona Sul de São Paulo, recebeu ordens médicas para evitar falar devido à possibilidade de que gases entrem em sua cavidade abdominal, o que poderia provocar dores e dificuldade na cicatrização.

O presidente se reuniria com os ministros do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto; do Meio Ambiente, Ricardo Salles; e de Minas e Energia, Bento Albuquerque para tratar da tragédia em Brumadinho, Minas Gerais, que completa uma semana nesta quinta.

Embora tenha reassumido o exercício do cargo, o presidente ainda não recebeu autoridades, nem despachou. Segundo a agenda oficial divulgada à imprensa, o início dos despachos está previsto para começar às 13h30 de hoje. O Hospital Albert Einstein também limitou a publicação de boletins médicos a um por dia, sempre no fim da tarde.

Jair Bolsonaro está internado desde a última segunda-feira (28), quando passou por uma cirurgia de 7 horas para reconstruir o trânsito intestinal e, assim, retirar a bolsa de colostomia que usava desde setembro, quando sofreu um ataque a faca em Juiz de Fora, Minas Gerais.

Ele deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) nesta quarta-feira e já está no quarto. Bolsonaro vai despachar de uma sala no mesmo andar em que está internado.

*Com informações da Agência Brasil

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