terça-feira, 23 de junho de 2020

Projeto de Lei quer responsabilizar redes sociais por propagação de fake news

Um projeto de lei que tramita no Congresso Nacional pretende criminalizar as empresas responsáveis por redes sociais, como o Facebook, Twitter, Instagram e o Whatsapp, se não tomarem medidas para evitar a propagação de notícias falsas, as chamadas fake news.

A ideia é exigir a criação de um foro para moderação virtual dentro das próprias plataformas, com o prazo para que o setor avalie denúncias de notícias mentirosas ou ofensas. O deputado Mário Negromonte Jr, autor da proposta, diz que é preciso agilidade nas apurações e as empesas não podem se eximir de responsabilidade.

“O protocolo de verdade das plataformas, das denúncias ilícitas ou duvidosas e uma investigação, não aquele resposta robótica. Quando for notificada essa pessoa, que está sendo investigada, ela vai ter 24 horas para responder. A omissão da plataforma disso tudo vai colocar ela em um ponto passivo, ela vai responder de forma solidária e não mais subsidiária como fala o marco regulatório civil. Se ficar esperando só a decisão judicial como é hoje, vidas são destruídas em segundos.”

O deputado argumenta que o surgimento de uma mediação não robotizada poderá filtrar a disseminação de material ofensivo das redes sociais. Embora ainda não tenha sido despachado para as comissões, a expectativa é de que o projeto seja analisado ainda neste ano pelo plenário da Casa.

No entanto, a matéria não é a única a tramitar no Congresso Nacional. No senado uma proposta foi apresentada para exigir que as plataformas de redes sociais sobrem o CPF do dono da conta virtual. A medida tenta coibir a criação de perfis falsos que acabam dificultando a penalização de autores de publicações ofensivas.

*Com informações do repórter Daniel Lian

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