quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Apesar de estragos, Kalil diz que Carnaval está garantido em BH; mortes em MG chegam a 55

Subiu para 55 o número de mortos em Minas Gerais em decorrência das chuvas que assolam o Estado. Até agora, mais de 53 mil pessoas foram afetadas pelos temporais. São quase 45 mil desalojados e 8,6 mil desabrigados.

Belo Horizonte lidera o número de mortes e é uma das cidades que mais tiveram estragos. Na noite desta terça-feira (28) voltou a chover forte, e, quando amanheceu, BH estava parcialmente destruída.

Quando a água baixou, havia ruas esburacadas e carros empilhados. Tratores, caminhões e funcionários da prefeitura trabalharam na limpeza das ruas, que estavam cobertas por entulho.

A Rua São Paulo, por exemplo, se transformou em um rio e, no dia seguinte, o que sobrou era lama. Durante a tempestade, botijões de gás explodiram em um prédio no bairro do Sion.

Rogério Fonseca, morador do bairro São Pedro, conta que ali as pessoas também ficaram receosas, com medo de explosões. “Uma angústia, uma ansiedade enorme. Vazamento de gás porque a água entrou em garagens, trazendo muito angústia e receito de explosões.”

Pizzarias, pastelarias e restaurantes também contabilizam os prejuízos. O garçom Bruno Almeida fala sobre o temporal do dia anterior. “E veio aquele muntão de água que foi levando carro, levando gente. Peguei clientes nas costas para trazer pra cá e mesa voando.”

Segundo o prefeito da capital, Alexandre Kalil, a prioridade agora é limpar os estragos e desobstruir vias.

“Então, o que eu tô dizendo para a população de Belo Horizonte é que vamos reconstruir essa cidade. Fiquem tranquilos e tenham paciência porque o que aconteceu ontem inundaria Paris, Nova York, Boston. Qualquer cidade do mundo não resiste a 183mm de chuva em 3 horas. Nenhuma cidade do mundo resiste ao que aconteceu em Belo Horizonte. É o maior desastre dessa cidade em 120 anos.”

Kalil também garantiu que, independentemente da chuva, vai haver Carnaval em Belo Horizonte. “E o carnaval não tem dinheiro publico. O povo é obrigado a só sofrer? Aqui não tem ninguém irresponsável. Vamos trazer 5 milhões de pessoas em segurança para essa cidade no Carnaval, esperando que ela esteja parcialmente ou muito bem recuperada.”

Moradores que tiveram imóveis afetados pela chuva podem solicitar, em até 180 dias, a isenção do pagamento do IPTU.

*Com informações do repórter Afonso Marangoni

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OMS volta a se reunir e pode decretar emergência global por vírus; mortes chegam a 170 na China

A Organização Mundial da Saúde vai realizar nesta quinta-feira (30) uma nova reunião para discutir o avanço do coronavírus. Uma semana após o órgão dizer que era muito cedo para declarar emergência, o comitê formado por especialistas vai reavaliar o caso.

Nesta quarta-feira (29), durante uma conferência, o órgão pediu que todos os países “fiquem alerta e tomem as medidas para impedir a propagação”.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, pontuou que a situação se tornará ainda mais problemática se o vírus entrar em um país com um sistema de saúde fraco.

A situação na China tem se agravado cada vez mais. Até agora, o país já confirmou mais de 7 mil casos e 170 mortes.

O coronavírus atingiu também a Finlândia, que anunciou na quarta o primeiro caso.

Na França, com 5 pessoas infectadas, as autoridades se reuniram para discutir a situação no país.

Os Estados Unidos também já registraram 5 casos. Nesta quarta-feira, eles enviaram um avião de evacuação para levar de volta 210 pessoas que estavam na China.

O avanço da doença gerou instabilidade no mercado financeiro nos últimos dias.

O presidente do Banco Central dos Estados Unidos, Jerome Powell, pontuou que, com o fechamento de negócios e as restrições de viagem, a situação na China pode ter impactos econômicos. Powell disse estar alerta e monitorando os efeitos no cenário externo.

*Com informações da repórter Camila Yunes

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Bolsonaro sobrevoa MG nesta quinta; presidente deve anunciar mais ajuda para vítimas das chuvas

O presidente Jair Bolsonaro vai sobrevoar Minas Gerais nesta quinta-feira. O Estado tem sofrido com fortes chuvas nos últimos dias.

O ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, esteve na região no último domingo, e anunciou a liberação de R$ 90 mi. A expectativa não só de Minas, mas também do Espírito Santo é que a União libere um valor maior.

O presidente será acompanhado do ministro Canuto e do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas. No fim de semana, mesmo estando na Índia, Bolsonaro foi informado dos problemas, e ligou para seu vice, presidente em exercício, Hamilton Mourão, para determinar a ajuda do Governo Federal no que fosse necessário.

Foi Mourão que iniciou a conversa com a área econômica, para viabilizar mais dinheiro para as áreas afetadas. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo-MG), diz que considera importante a visita do presidente da República, uma vez que sobrevoar as áreas atingidas dá uma visão muito mais ampla do problema do que só acompanhar a questão por meio do noticiário.

No último domingo, o ministro do Desenvolvimento realizou o sobrevoo por Minas Gerais e Espírito Santo.

* Com informações da repórter Luciana Verdolin.

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Demitido da Casa Civil por uso de avião da FAB ganha cargo na pasta no mesmo dia

No mesmo dia em que foi exonerado oficialmente do cargo de secretário-executivo da Casa Civil, Vicente Santini foi realocado para ocupar a função de assessor especial de relacionamento externo da Casa Civil.

Ele tinha sido demitido do cargo nesta pelo presidente Jair Bolsonaro, por ter usado um avião da Força Aérea Brasileira para viajar à Índia, onde representava o chefe da Casa Civil, Onxy Lorenzoni.

O novo cargo de Santini foi publicado na quarta-feira (29) no Diário Oficial da União, poucas horas depois da demissão.

Após ele ter usado o avião da FAB, Jair Bolsonaro se pronunciou, na terça-feira (28), sobre o ocorrido, dizendo ser inadmissível. A Força Aérea Brasileira e a Casa Civil afirmaram que o voo foi realizado de forma legal.

Mas, para o presidente da República, apesar da atitude não ser ilegal, é “imoral”. “Inadmissível o que aconteceu. Já está destituído da função de executivo do Onyx, decidido por mim.”

Vicente Santini, que é amigo de infância dos filhos de Jair Bolsonaro, vai receber no novo cargo um salário de R$ 16,9 mil, cerca de R$ 380 a menos do que ele recebia no posto anterior.

A Casa Civil emitiu uma nota dizendo que o presidente conversou com Santini e entendeu que ele ainda “deve seguir colaborando com o governo”.

*Com informações da repórter Camila Yunes

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quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

Bretas condena Cabral a 14 anos de prisão em ação sobre propina de R$ 16 mi

O juiz federal da 7ª Vara Criminal do Rio, Marcelo Bretas, condenou o ex-governador Sérgio Cabral (MDB) a 14 anos e 7 meses de prisão no âmbito da Operação Fatura Exposta, braço da Lava Jato no Estado que mira propinas em contratos da Saúde. Com a nova sentença, a soma das penas impostas ao emedebista chega a 280 anos. Sérgio Cabral está preso desde novembro de 2016.

A ação envolve R$ 16 milhões em propinas em contratos da Saúde do Rio. Também foram condenados os empresários Gustavo Estellita (19 anos e 6 meses), Miguel Skin (22 anos e 9 meses), o ex-subsecretário Cesar Romero (18 anos), o ex-secretário de Saúde Sérgio Côrtes (15 anos), o ex-assessor Luiz Carlos Bezerra (4 anos e um mês).

Em dezembro, o ex-governador, que tem confessado crimes, firmou delação premiada com a Polícia Federal e se propôs a devolver R$ 380 milhões em propinas aos cofres públicos. O acordo foi enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), por citar autoridades com foro privilegiado, e não foi apoiado pela Procuradoria-Geral da República.

Para o juiz Bretas, no entanto, neste processo, Cabral não “confessou” de forma espontânea, ocorrendo, na realidade, o reconhecimento de parte de sua responsabilidade em decorrência do elevado volume de provas em seu desfavor carreado ao longo do processo. Por isso, não houve redução de pena em troca das confissões do emedebista.

O magistrado ainda afirmou que nada é “mais repugnante do que a ambição desmedida de um agente público que, tendo a responsabilidade de gerir o atendimento das necessidades básicas de milhões de cidadãos do Estado do Rio de Janeiro opta por exigir vantagens ilícitas a empresas”.

“As circunstâncias revelam-se altamente negativas, haja vista que as práticas delituosas se iniciaram no seu primeiro mandato como Governador, em 2007, e se protraíram por longo período de tempo, neste caso, ao menos até o ano de 2016, ou seja, após a saída formal de Sérgio Cabral do governo, alcançando valores na ordem de milhões de reais”, anotou.

Na sentença, Bretas também suspendeu a eficácia da delação premiada de César Romero, que foi preso no dia 16 por violar seu acordo com o Ministério Público Federal. Ele está sob suspeita de proteger, em troca de propina, o empresário Daniel Gomes, alvo da Operação Calvário que mantinha contratos no Rio, e que acabou revelando a trama em seu acordo de delação com a Procuradoria-Geral da República.

* Com informações do Estadão Conteúdo

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Casos suspeitos de coronavírus em SP: exames devem sair em até 15 dias

A Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo confirmou nesta quarta-feira (29) que há três casos suspeitos de coronavírus na capital: duas crianças, de 6 e 4 anos, e um homem de 33 anos. Em entrevista à Jovem Pan, a diretora da Vigilância Epidemiológica, Helena Sato, informou que os exames que comprovarão ou descartarão a suspeita devem ficar prontos em até 15 dias.

“Não necessariamente os casos suspeitos serão confirmados. Há uma estimativa de 10 a 15 dias para recebermos o resultado dos exames já feitos, mas, independentemente disso, todas as medidas estão sendo tomadas”, afirmou.

Helena destacou ainda que as pessoas que tiveram contato com os três casos suspeitos na cidade de São Paulo, como os pais das duas crianças (que são irmãs), estão sendo acompanhadas, mas não apresentam sintomas da doença.

“As pessoas que tiveram contato com esses casos estão sendo acompanhadas também. Todos estão bem, no entanto, é importante acompanhar. Nós já temos todo um sistema de notificação e só são considerados suspeitas pessoas que apresentarem febre e sintomas respiratórios, que tenham visitado a China nos últimos 14 dias, de acordo com a recomendação da OMS”, afirmou.

Os três casos estão em isolamento domiciliar, informou a pasta nesta quarta. De acordo com a diretora da Vigilância Epidemiológica, isso é o que recomenda o protocolo.

“Essas três pessoas estão passando bem e ficam no isolamento domiciliar. Estamos falando de uma nova doença então é importante esclarecer que elas estão bem. No entanto, o protocolo recomenda o isolamento em casa. Não há necessidade de isolamento hospitalar. A recomendação para eles [casos suspeitos] é para ficar dentro de casa nos próximos 14 dias.”

Nesta sexta, a Organização Mundial da Saúde (OMS) deve realizar nova reunião para definir se há necessidade de alerta global. Ainda nesta tarde, o Ministério da Saúde informou que há 9 casos suspeitos no país, incluindo os da capital paulista.

Para Helena, a experiência que a capital e o Brasil possui com epidemias, como a H1N1, ajuda no acompanhamento dos casos suspeitos.

“Nós passamos por situações semelhantes há quase 10 anos com o H1N1. Mas 6 meses depois já tínhamos vacina e tínhamos também a definição do caso. Isso trouxe uma experiência importante para nossas equipes de saúde. Agora, é importante termos serenidade e acompanharmos os casos suspeitos e as notificações e, com isso, vamos avaliando mais a miúde caso a caso”, afirmou.

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MEC: questões do Enem não foram pré-testadas

O Ministério da Educação (MEC) deu explicações técnicas à Justiça na tentativa de comprovar que a falha nos cerca de 6 mil gabaritos do Enem não teve “influência significativa” na nota dos mais de 3,9 milhões de candidatos que fizeram a prova.

A nota do MEC deixa claro que algumas das questões do exame não haviam sido pré-testadas Essa informação ainda não havia sido divulgada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), órgão responsável pela prova, e pode prejudicar a margem de erro do exame. Os parâmetros de correção de cada questão também não foram divulgados, como solicitou a Defensoria Publica da União (DPU), alegando que são informações sigilosas.

O DPU pediu que o MEC comprovasse “documentalmente” que a alteração das correções de 5.974 provas não interferiu na nota das demais em razão da Teoria da Resposta ao Item (TRI), modelo estatístico adotado pelo Enem que atribui diferentes pesos para cada questão, de acordo com diferentes níveis de complexidade.

O Inep afirmou que a calibragem é feita com amostragem de 100 mil participantes, numero superior ao de provas com problemas. “Não houve descaracterização da amostra, os parâmetros dos itens não sofreram influência significativa em sua calibração e as proficiências dos participantes continuam sendo estimadas com a mesma precisão”, diz a nota

A menção a “calibragem” indica que algumas questões não foram pré-testadas, o que faz part do TRI. Segundo especialistas, o ideal é que a prova feita por meio de TRI seja composta apenas por questões pré-testadas.

O Inep utiliza questões sem o pré-teste porque o banco de itens é pequeno, problema que se arrasta desde que o Enem se tornou vestibular, em 2009. Atualmente, as questões são elaboradas por professores de universidades federais, a pedido do governo, mas muitas não são consideradas suficientemente boas para selecionar os alunos, ou têm ouros tipos de problemas, e são descartadas. A quantidade total de itens do banco é mantida em sigilo.

* Com informações do Estadão Conteúdo.

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