
Depois do início da fiscalização da prefeitura de São Paulo, ficou mais difícil encontrar patinetes elétricos pelas principais vias da capital paulista. As cenas de vai e vem dos veículos de duas rodas nas calçadas e ciclovias da cidade foram substituídas por faixas e canteiros vazios. Na avenida Paulista, por exemplo, a impressão é de estranheza desde o início das novas regras.
Para a vendedora Renata Ourabi, as medidas impostas tiraram a praticidade das pessoas, mas são necessárias. “Tem coisas que a gente vê que é uma questão de bom senso, mas tem que estar na lei. Então acho que uma educação nisso é legal. Já que tem acidentes, então vamos educar as pessoas sobre como se locomover e usar o aparelho, é importante”, disse.
Já a jornalista Adriana Ramos acredita que os patinetes são mportantes para melhorar a mobilidade urbana, mas destaca que medidas de segurança são indispensáveis. “É muito importante a regulamentação. Eu acho que é um meio de transporte que exige segurança, eu acho que o capacete deve ser exigido sim e deve ser usado”, afirmou.
A obrigatoriedade do uso de capacete foi a única regra imposta pela prefeitura que acabou sendo barrada pela Justiça. Segue valendo na capital paulista a proibição do uso do patinete nas calçadas, com circulação restrita a ciclovias, ciclofaixas ou ruas com limite de velocidade de até quarenta quilômetros por hora, sendo que os veículos só podem trafegar a vinte quilômetros por hora.
Nesta terça-feira (4), o Procon de São Paulo, a Secretaria Municipal de Mobilidade e empresas de aluguel de patinete vão se reunir para discutir as regras.
O diretor executivo da Fundação Procon SP, Fernando Capez, destaca o objetivo do encontro. “Vamos buscar o consenso entre a livre iniciativa e um novo modal de transporte para a população e não existir uma anarquia absoluta em que cada um faz o que quer. Esse meio termo é o essencial e é isso que vamos buscar”, disse. Fernando Capez destacou que pode-se discutir uma substituição do capacete por um limitador de velocidade.
Além do cumprimento das novas regras, a prefeitura de São Paulo exige que as empresas responsáveis pelos patinetes elétricos estejam cadastradas para operar na capital paulista.
*Com informações do repórter Matheus Meirelles
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