sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Bolsonaro vai aguardar decisão do TSE para definir diretórios de novo partido

Diante da indefinição do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em torno da possibilidade de se recolher ou não assinaturas de forma digital para a criação do novo partido de Jair Bolsonaro, o Aliança pelo Brasil, o próprio presidente avisou que não há qualquer tipo de definição de nomes nos Estados.

Segundo ele, o momento, agora, é de esperar pelo sinal verde do TSE. “Até o momento não tem ninguém designado, conversado para assumir um respectivo Estado. Se alguém está falando isso, está se precipitando, tá certo? O que a gente quer é fazer um partido voltado para a qualidade do que tanta quantidade. Você pode ver, eu nunca tive um diretório municipal. Em 30 anos de vida parlamentar eu nunca tive um diretório municipal”, disse.

Em transmissão ao vivo nas redes sociais, Bolsonaro ressaltou que não quer ninguém, no Aliança pelo Brasil, que tenha como objetivo negociar o partido.

Também durante a live, o presidente da Embratur, Gilson Machado, se mostrou mais animado que o próprio presidente da República. “Eu não tenho dúvida que, caso não possa ser via digital, nós surpreenderemos, com a nossa militância, nas vias que são estabelecidas hoje pela Lei. Porque a nossa militância não apenas vai correr atrás, mas também vai cobrar celeridade na análise das assinaturas”, garantiu.

A expectativa de Bolsonaro é que o TSE retome, na semana que vem, a discussão em torno do assunto. O julgamento foi inciado na terça-feira (26), mas suspenso por um pedido de vista.

*Com informações da repórter Luciana Verdolin

https://ift.tt/34vYuvN https://ift.tt/2pFJEn4

Fragmentos de óleo voltam a aparecer no RJ; CPI quer ouvir ministros sobre desastre

Manchas de óleo foram registradas em Cabo Frio, na Região dos Lagos, no Rio de Janeiro. No final da manhã desta quinta-feira (28), a Marinha chegou a divulgar uma nota, dizendo que as chances de as praias da região serem afetadas eram baixas. Porém, horas depois, fragmentos do óleo foram encontrados nas praias das Conchas e do Peró.

Segundo a Prefeitura de Cabo Frio, o material foi recolhido e enviado para análise da Marinha, que fará um laudo para apontar se o produto tem relação com o que atingiu todo o Nordeste, além do Espírito Santo e o norte do estado do Rio.

Nos últimos dias, as manchas foram encontradas em praias de São João da Barra e São Francisco de Itabapoana, no também litoral fluminense.

Desde que as primeiras manchas de óleo foram encontradas, no dia 30 de agosto, na Paraíba, mais de 800 lugares já foram afetados. No Nordeste, mais de 70% das praias registraram a presença do material.

O governo federal ainda não concluiu as investigações que apuram a origem dos vazamentos do petróleo cru.

Instalada nesta semana, a CPI da Câmara que investiga o derramamento de óleo vai convidar ministros e autoridades a prestarem depoimento. Os ministros do Meio Ambiente, Ricardo Salles; da Defesa, Fernando Azevedo e Silva; e da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, estão na lista, além de dirigentes da Marinha, do Ibama, ICMBio, Greenpeace e da Polícia Federal.

Como se trata apenas de convite, e não de convocação, todos eles têm opção de não comparecer.

*Com informações do repórter Levy Guimarães

https://ift.tt/2Y3o9JF https://ift.tt/2XWpjXk

Apesar de alta recorde, Bolsonaro descarta tabelar preço da carne

A alta no preço da carne tem preocupado o presidente Jair Bolsonaro. Em sua transmissão ao vivo nas redes sociais, nesta quinta-feira (28), ele disse que sabe que a população está reclamando, mas tentou explicar que a alteração no valor é resultado do aumento das exportações brasileiras.

Segundo ele, o “mundo começou a descobrir nossa produção” e, infelizmente, quando isso acontece, “acaba ocorrendo uma distorção no mercado interno”, mas que deverá ser resolvida em breve. Dentro do governo, no entanto, a avaliação é que dificilmente os preços voltarão ao patamar anterior.

“Eu não posso, agora, querer tabelar o preço da carne, congelar. Eu não posso fazer isso, não vou fazer. A nossa política é de mercado aberto. Logicamente os produtores rurais, pecuaristas estão gostando do que está acontecendo. Na Argentina e no Uruguai, produtores de carne, também está acontecendo o mesmo fenômeno. Está aumentando o preço também”, afirmou Bolsonaro.

Auxílio

Também nesta quinta-feira (28), o presidente da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), Eduardo Eugênio Gouvêia, esteve reunido, no Palácio do Planalto, com o presidente Jair Bolsonaro e outros empresários do estado. Eles vieram pedir apoio do governo federal ao Estado, que hoje passa por sérios problemas financeiros.

O presidente da Firjan demonstrou, também, preocupação com a recente briga entre Bolsonaro e o governador do Rio, Wilson Witzel (PSC). “Então não é possível que nós fiquemos apenas no problema do relacionamento pessoal e não nos dediquemos ao drama que nós sabemos, dessa desigualdade do Brasil”, ressaltou.

O pedido de ajuda não é novidade dentro do governo, que tem alegado restrição orçamentária para negar boa parte das solicitações.

*Com informações da repórter Luciana Verdolin

https://ift.tt/37Qezy8 https://ift.tt/2R48xnM

Com dia D, campanha nacional de vacinação contra o sarampo termina neste sábado

A campanha nacional de vacinação contra o sarampo termina neste sábado (30), com a realização do dia D. Na primeira fase, a medicação foi oferecida a crianças de 6 meses a menores de 5 anos de idade e, agora, o público-alvo é formado por jovens de 20 a 29 anos, justamente a faixa etária que concentra a maior parte dos casos registrados em 2019 no Brasil.

No ano que vem, haverá mais fases, dedicadas a pacientes mais velhos.

O infectologista do Instituto Emílio Ribas, Jean Gorinchteyn, ressalta que a proteção é importante, já que a doença é altamente contagiosa. “O sarampo é uma
doença viral que é rapidamente e facilmente transmitida de pessoa a pessoa e, para aquelas pessoas que tem a imunidade mais baixa, pode levar a uma doença muito grave e até mesmo fatal.”

Segundo ele, a recomendação aos jovens é para que tomem a vacina, mesmo que não se lembrem se já receberam ou tenham perdido a carteirinha. “Se perdeu, comente, ‘não lembro’, e tome a vacina. Dose a mais não é problema. O grande problema é não tomar e desenvolver a doença”, afirma.

Para receber a medicação, basta procurar a unidade de saúde levando um documento de identificação e, se possível, a carteirinha de vacinação. A vacina não é indicada para grávidas, pacientes que enfrentam tratamento contra o câncer e portadores de doenças que afetam o sistema imunológico.

Segundo o Ministério da Saúde, pessoas nascidas antes de 1960, em geral, já tiveram a doença na infância e, por causa disso, estão protegidas pelo resto da vida e não precisam ser medicadas.

A vacina aplicada é a tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola.

*Com informações do repórter Vitor Brown

https://ift.tt/2R88K9k https://ift.tt/33tKalZ

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Pernambuco: TRE manda candidata do PSL devolver R$ 380 mil do fundo partidário

A pedido do Ministério Público Eleitoral, o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco reprovou, nesta quarta-feira (27), as contas de Maria de Lourdes Paixão Santos, candidata a deputada federal pelo PSL nas eleições de 2018, e determinou que ela devolva R$ 380 mil ao fundo partidário.

O valor tem relação com os recursos públicos cuja utilização, segundo a Procuradoria, “não foi devidamente comprovada”.

O TRE de Pernambuco reprovou as contas da candidata. Segundo a Procuradoria Eleitoral, Lourdes Paixão foi a candidata do PSL que mais recebeu recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha no Estado — R$ 400 mil.

Ela foi também a segunda candidata do partido a receber o maior volume de verbas, atrás de Luciano Bivar, presidente da legenda e único candidato eleito, que recebeu R$ 1,8 milhão. Lourdes Paixão conquistou, no entanto, apenas 274 votos.

No parecer ao TRE, a Procuradoria Eleitoral registra que há “fortes indícios” de que a candidatura de Lourdes teria sido “fictícia”. O documento indica que 97% dos recursos recebidos pela candidata, ou R$ 380,3 mil, foram destinados ao pagamento de uma só empresa, pelo suposto fornecimento de serviços gráficos.

Na avaliação do Ministério Público Eleitoral, os serviços teriam sido contratados “de forma simulada, com o objetivo de desviar recursos públicos de campanha”. A Procuradoria diz ainda que há indícios de que a única sócia da empresa seria uma “laranja”.

De acordo com a prestação de contas, o valor seria referente à produção de 10,9 milhões de peças gráficas, incluindo nove milhões de santinhos e 1,5 milhão de adesivos tipo “praguinha”, no dia 3 de outubro de 2018.

O entendimento da Procuradoria, no entanto, é o de que não seria “lógico, nem plausível” que as 10 milhões de peças gráficas tenham sido “totalmente distribuídos por apenas quatro militantes em menos de uma semana antes das eleições”.

O MP indicou também que não havia prova de que os adesivos e santinhos tenham sido, de fato, impressos e distribuídos. Lourdes Paixão alegou que o material não foi distribuído apenas pela militância, pelos militantes pagos, mas também “pelos apoiadores e eleitores do partido” que, segundo ela, “se aglomeravam diariamente, especialmente no Comitê Central da Campanha, em busca de material gráfico”.

“Não se mostra lógico, contudo, que diante da alegada adesão maciça de apoiadores e eleitores à sua campanha, suficiente para distribuição de mais de dez milhões de materiais gráficos diversos, em curtíssimo espaço de tempo (sem qualquer comprovação a esse respeito nos autos), a candidata tenha obtido uma inexpressiva votação, absolutamente menor se comparada a outros candidatos menos aquinhoados com recursos públicos destinados ao seu partido”, considerou a Procuradoria Eleitoral.

* Com informações do Estadão Conteúdo

https://ift.tt/35I2RUv https://ift.tt/2OS33tE

Trump faz visita surpresa ao Afeganistão e anuncia novo diálogo com talibãs

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez nesta quinta-feira (28) uma visita surpresa ao Afeganistão e anunciou a retomada do diálogo de paz com os talibãs. O líder americano disse que espera conseguir um acordo para pôr fim à guerra no país centro-asiático quase três meses depois de romper as negociações com o grupo insurgente devido a um atentado cometido em Cabul.

Trump passou três horas e meia na base aérea americana em Bagram, onde se encontrou com soldados e com o presidente afegão, Ashraf Gani, em sua primeira visita ao país onde os EUA travam a guerra mais longa de sua história.

“Os talibãs querem chegar a um acordo, e estamos nos reunindo com eles”, afirmou Trump durante o encontro com Gani.

Trump confirmou assim o reatamento de um diálogo que ele próprio suspendeu abruptamente no início de setembro, depois de os talibãs terem admitido a responsabilidade por um ataque em Cabul que matou 11 pessoas, incluindo um soldado americano.

“Não gostei do que eles fizeram, mataram um soldado, era um soldado americano, de Porto Rico”, lembrou Trump, que também disse ter decidido “manter [o diálogo] até que haja um acordo”.

“Eles não queriam [se comprometer a] um cessar-fogo, e agora querem um cessar-fogo. Acho que é isso que vai acontecer”, acrescentou.

Antes de interromper as negociações em setembro, o presidente americano estava prestes a receber os líderes talibãs e Gani na residência presidencial dos EUA em Camp David, uma ideia que gerou muita controvérsia nos EUA.

Trump confirmou nesta quinta que sua meta continua sendo reduzir o número de soldados americanos no Afeganistão para 8,6 mil, dos quase 14 mil que atualmente estão em operações no país.

O presidente americano desembarcou à noite em Bagram, a maior base aérea americana no Afeganistão, e fez um breve discurso às tropas em um hangar antes de compartilhar com alguns deles a tradicional refeição de Ação de Graças, por ocasião do feriado celebrado nesta quinta nos Estados Unidos.

Para manter o segredo sobre a viagem, Trump, que havia ido na terça (26) à Flórida para supostamente passar o Dia de Ação de Graças em seu clube particular em Mar-a-Lago, deixou preparado um de seus dois Air Force One e secretamente voou na quarta (25) à noite de volta para a Base da Força Aérea de Andrews, na região de Washington.

De lá, ele embarcou no outro avião presidencial junto com pouco mais de dez jornalistas que não sabiam para onde estavam indo até cerca de duas horas antes do pouso.

No local, o presidente serviu refeições aos soldados e afirmou que estava lá para “desejar a todos um feliz Dia de Ação de Graças, mas também para agradecer a todos”.

*Com informações da EFE

https://ift.tt/2QYgc6X https://ift.tt/2L2SL8S

Trump sanciona projeto que apoia democracia em Hong Kong

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, sancionou um projeto de lei em apoio aos direitos humanos e à democracia em Hong Kong. A nova lei visa a checar possíveis violações, por parte do governo da China, do alto grau de autonomia vivido por Hong Kong, sob o princípio de “um país, dois sistemas”.

Ela também permite a imposição de sanções contra autoridades chinesas que reprimirem Hong Kong.

O projeto foi aprovado pelo Senado e pela Câmara dos Representantes na semana passada e sancionado por Trump nessa quarta-feira (27).

O presidente americano havia manifestado preocupação com os complicados esforços para fechar um acordo comercial com a China. No entanto, membros do Congresso exortaram Trump a sancionar a lei, que obteve apoio esmagador em ambas as casas.

O lado chinês se opôs veementemente ao projeto, chamando-o de interferência em assuntos internos do país. Pequim convocou o embaixador americano para registrar um protesto e ameaçou adotar medidas retaliatórias caso a proposta fosse sancionada.

Em comunicado divulgado ontem, Trump declarou ter sancionado o projeto em respeito ao presidente chinês. Xi Jinping, e ao povo de Hong Kong. Segundo ele, o projeto foi sancionado “com a esperança de que líderes e representantes da China e de Hong Kong sejam capazes de resolver suas diferenças amigavelmente, originando a paz e a prosperidade de longo prazo para todos”.

Reação

A chefe do Executivo de Hong Kong, Carrie Lam, se recusou a acatar as exigências dos cidadãos por mais democracia, mesmo depois de grupos pró-democracia terem vencido as eleições para conselhos distritais, no último domingo (24), por estrondosa maioria

*Com informações da Agência Brasil

https://ift.tt/2OTdFbK https://ift.tt/2PNb59p