sexta-feira, 31 de julho de 2020

Maioria das cidades do ABC manterá escolas fechadas até o fim do ano

As aulas presenciais na rede municipal do ABC Paulista só devem voltar em 2021. Na quarta-feira, 29, a prefeitura de Mauá já havia tomado a decisão de seguir com o ensino remoto. E na quinta-feira, 30, os prefeitos de Santo André, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra também adotaram a mesma medida. No entanto, a decisão final será tomada apenas na segunda-feira em uma reunião do Consórcio de Municípios da região. Em Rio Grande da Serra, a prefeitura quer que os professores trabalhem em sistema de rodízio, dando aulas à distância nas próprias escolas. Segundo o presidente do Consórcio e prefeito da cidade, Gabriel Maranhão, a escolha foi pela garantia da saúde pública.

Na cidade de São Paulo, o Conselho Municipal de Educação estuda uma resolução para dar aos pais o direito de optar por mandar ou não os filhos de volta para a escola. Na quarta-feira, a Câmara Municipal aprovou as regras para o retorno das aulas, previsto para setembro. Mesmo assim, o prefeito da capital, Bruno Covas, reafirmou na quinta-feira que a reabertura das instituições de ensino vai depender do aval das autoridades de saúde. Enquanto isso, a volta das aulas presenciais também tem sido debatida em outros países. Austrália e Alemanha permitiram que os responsáveis escolhessem se querem ou não o retorno das crianças às salas após o período de quarentena pela Covid-19. Estados americanos também estão consultando as famílias sobre o retorno.

*Com informações da repórter Letícia Santini

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Pressão por CPI da Lava Jato cresce no Congresso

Deputados conseguiram o número mínimo de assinaturas necessárias para instalar a chamada “CPI da Lava Jato”. Com 176 assinaturas, o pedido de criação do colegiado aponta uma “suposta articulação entre os Membros da Procuradoria da República no Paraná e o então juiz Sergio Moro tornada pública pelo site The Intercept no mês de junho” de 2019. Para que a comissão seja instalada, é necessária a autorização do presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Até o momento, ele não deu nenhuma sinalização de que vai ordenar o início das atividades e lideranças consideram pouco provável que a CPI de fato seja aberta.

A articulação pela criação da CPI voltou a tomar corpo após o procurador-geral da República Augusto Aras ter criticado a Lava-Jato e o que ele chama de “lavajatismo”. A oposição, principalmente, voltou a pedir a instalação, como fez a deputada Jandira Feghali (PC do B). A movimentação provocou reações de parlamentares favoráveis à Lava Jato. Pelas redes sociais, o deputado Felipe Rigoni (PSB) disse que “a Lava Jato é a operação mais importante de combate à corrupção da história do país” e que “as críticas de Augusto Aras são semelhantes ao ocorrido com a Operação Mãos Limpas, na Itália”. Já para o senador Eduardo Girão (Podemos), os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário vêm trabalhando para acabar com a força-tarefa. “Quebra-cabeça muito bem orquestrado que está se movimentando de forma com muitos subterfúgios, porque os três Poderes estão, desde o ano passado, enfraquecendo a Lava Jato”, conclui o senador.

*Com informações do repórter Levy Guimarães

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Congresso libera igrejas para contratar empréstimos subsidiados pelo governo

O Congresso Nacional incluiu as igrejas entre as instituições que poderão contratar empréstimos subsidiados pelo governo para quitar a folha de pagamento de funcionários durante a crise provocada pela pandemia de coronavírus. A medida ainda depende de sanção do presidente Jair Bolsonaro para entrar em vigor. As instituições sem fins lucrativos também foram contempladas. Inicialmente, apenas empresas e cooperativas estavam sob alcance do programa.

Em maio, parlamentares ligados às igrejas evangélicas pediram apoio da área econômica do governo para conseguir acesso a empréstimos bancários. O assunto chegou a ser levado à época para ao presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, pelo deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP), bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus e atual 1º vice-presidente da Câmara dos Deputados.

A reclamação de parlamentares ligados à bancada evangélica, que compõe a base de sustentação política do presidente, era a de que o governo socorreu grandes empresas, mas não estendeu a mão às igrejas.

No auge da pandemia, as igrejas precisaram fechar as portas para evitar aglomerações e acabaram recolhendo menos dízimo dos seus fiéis. Muitas fizeram campanhas para receber “doação online”, até mesmo vindas do exterior. Bolsonaro tentou incluir desde cedo as igrejas como atividades essenciais, para permitir sua reabertura, mas acabou sendo barrado na Justiça. Apenas os decretos de governadores acabaram viabilizando a retomada das atividades religiosas.

Os parlamentares incluíram as organizações religiosas no texto da Medida Provisória 944, que criou o Programa Emergencial de Suporte a Empregos. Por meio dele, é possível contratar empréstimo a uma taxa de juros de 3,75% ao ano para o pagamento de quatro meses de salários, limitado a duas vezes o salário mínimo (R$ 2.090) por empregado. O prazo é de 36 meses para o pagamento, sendo que há uma carência de seis meses até o início do vencimento das parcelas.

*com Estadão Conteúdo

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quinta-feira, 30 de julho de 2020

Governo reduz taxa de juros para agricultores prejudicados pelo ‘Ciclone Bomba’

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou nesta quinta-feira, 30, uma redução na taxa de juros dos financiamentos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) para agricultores prejudicados pelo Ciclone Bomba, que assolou a região Sul do país em 2020. Segundo o Ministério da Economia, os produtores atingidos poderão acessar as linhas de crédito para custeio e investimento do Pronaf com taxas de juros de 2,75% ao ano, as menores taxas de juros aplicadas no programa. A medida alcança todas as atividades ou finalidades amparadas pelo programa.

“Estima-se que mais da metade dos municípios catarinenses tiveram famílias de produtores rurais ou de pescadores afetadas pelo ciclone, com perdas principalmente na pecuária, olericultura, fruticultura, reflorestamentos e flores ornamentais”, disse em nota o Ministério da Economia.

Entre outras medidas, o CMN, que é formado por dois representantes do Ministério da Economia e um do Banco Central, ainda alterou o preço de referência para as operações de Financiamento Especial para Estocagem de Produtos Agropecuários (FEE) de algodão em pluma, o que deve facilitar as contratações de operações para essa atividade. O limite especial de crédito é de R$ 32,5 milhões por beneficiário, para contratação até 15 de outubro de 2020. 

O órgão também elevou os limites de financiamento ao amparo da Linha Crédito de Industrialização para Agroindústria Familiar (Pronaf Industrialização de Agroindústria Familiar), que passaram de R$ 45 mil para R$ 60 mil na pessoa física, de R$ 210 mil para R$ 300 mil no empreendimento familiar rural (pessoa jurídica), de R$ 15 milhões para R$ 20 milhões na cooperativa singular e de R$ 30 milhões para R$ 40 milhões na cooperativa central.

O prazo de vencimento das parcelas de operações de crédito rural para produtores cujas atividades foram prejudicadas pelas medidas de distanciamento social ligadas ao combate da pandemia de coronavírus também foi adiado. Inicialmente, esses vencimentos haviam sido prorrogados para 15 de agosto de 2020. Agora, o adiamento vai até 15 de dezembro deste ano.

“A nova data se justifica porque, decorridos mais de três meses, a crise sanitária e econômica provocada pela pandemia continua afetando todos os setores da economia nacional, entre os quais o setor agropecuário, ainda que de maneira desigual”, justificou o Ministério da Economia. A medida vale para parcelas vencidas ou que ainda vencerão nas operações de crédito rural de custeio e investimento para produtores rurais, inclusive agricultores familiares, cujas atividades tenham sido prejudicadas pelas medidas de distanciamento social.

O CMN ainda alterou o prazo para decretar situação de emergência ou estado de calamidade pública em municípios afetados por seca ou estiagem para fins da renegociação de operações de crédito rural. Antes, as renegociações alcançavam municípios com decretação de emergência ou calamidade entre 1º de janeiro e 9 de abril de 2020. Agora, esse período foi ampliado e abarca 20 de dezembro de 2019 a 30 de junho de 2020. O objetivo, segundo a Economia, é incluir produtores rurais de municípios que editaram os decretos em questão fora do período inicialmente definido.

“A renegociação foi autorizada com o objetivo de mitigar os efeitos negativos da seca ou estiagem que atinge diversos municípios brasileiros”, diz a Economia. Segundo a pasta, a renegociação envolve operações de custeio e investimento contratadas com recursos de fontes equalizadas ao amparo do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

*com Estadão Conteúdo

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Abraham Weintraub é aceito como diretor do Banco Mundial

O ex-ministro da Educação Adaham Weintraub foi aceito na diretoria Banco Mundial. Segundo comunicado divulgado pela instituição na noite desta quinta-feira, 30, o economista conseguiu a quantidade necessária de votos — maioria simples — para ser eleito como diretor executivo. Ele representará Brasil, Colômbia, Filipinas, Haiti, Panamá, República Dominicana, Suriname e Trinidad Tobago no órgão até outubro.

Weintraub foi indicado ao cargo no Banco Mundial pelo governo de Jair Bolsonaro. Acusado de racismo contra chineses e de ameaçar ministros do o Supremo Tribunal Federal (STF), Weintraub deixou o Ministério da Educação (MEC) em junho, e em seguida viajou para os Estados Unidos. A exoneração do ministro, no entanto, só foi publicada quando ele já estava na Flórida. O governo federal confirmou que a carta de demissão foi entregue quando o economista já não estava no Brasil.

O ex-ministro entrou nos Estados Unidos quando a ida de pessoas do Brasil para o país já estava proibida por causa da pandemia de coronavírus, por isso, supõe-se que ele usou um passaporte diplomático, que perdeu a validade com a saída do governo. Na semana seguinte à ida de Weintraub aos EUA, parlamentares fizeram pedidos de explicações à embaixada americana e ao governo federal sobre a viagem. Pelo Twitter, o ex-chefe do MEC informou que foi auxiliado por “dezenas de pessoas” para deixar o país. “Agradeço a todos que me ajudaram a chegar em segurança aos EUA, seja aos que agiram diretamente (foram dezenas de pessoas) ou aos que oram por mim”, escreveu. À Jovem Pan, o MEC afirmou que não teve envolvimento na ida de Weintraub ao país.

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Bolsonaro afirma que quer convidar Doria para sobrevoar o Vale do Ribeira

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira, 30, que pode adiar a dia ao Vale do Ribeira (SP), na próxima semana, se o governador de São Paulo, João Doria (PSDB) ampliar as restrições na região por causa da Covid-19. Bolsonaro, no entanto, afirmou que quer convidar Doria a ir com ele, de helicóptero, ao local. “Pela segunda vez, o senhor governador de São Paulo, sua excelência, João Doria, nada a ver com a minha ida lá, mas iria baixar um decreto transformando por um tempo, não sei quanto, em área vermelha o Vale do Ribeira. Se isso acontecer, vou ser obrigado, mais uma vez, a adiar minha ida ao Vale do Ribeira”, afirmou.

Bolsonaro disse que Doria pode ir com ele à região e que até daria a palavra a ele. “Está convidado, não tem problema político comigo. Pode falar”, disse. O presidente declarou também que todo político está sujeito a vaias. “Quem não quer perceber isso, que não se candidate e fique em casa.” Nesta quarta-feira, 30, a secretária de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, Patricia Ellen, afirmou o Vale do Ribeira é a região que inspira maior cuidado no momento pelo avanço do novo coronavírus no Estado. Ellen afirmou que o governo de São Paulo analisa fazer “uma classificação extraordinária para a região”.

Desde o início da crise, governador e presidente trocaram diversas farpas sobre a condução da pandemia. Doria vinha cobrando que o presidente agisse seguindo recomendações dos cientistas para o controle da pandemia, e Bolsonaro vinha criticando o isolamento social defendido pelo governador paulista. Ainda em março, eles tiveram uma discussão pública, via teleconferência, quando houve uma reunião para discutir a pandemia. Entretanto, recentemente, o governador publicou uma mensagem no Twitter em que desejava “pronta recuperação” ao presidente e pedia “que ele seguisse as orientações da medicina”.

* Com informações do Estadão Conteúdo

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Contas de bolsonaristas no Twitter são suspensas internacionalmente após decisão de Moraes

O ministro Alexandre de Moraes mandou bloquear internacionalmente os perfis de alguns apoiadores do presidente Jair Bolsonaro no Twitter nesta quinta-feira, 30. Perfis de políticos, influenciadores e empresários estão envolvidos na decisão, entre eles o de Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan, Sara Giromini, conhecida como Sara Winter, o presidente do PTB, Roberto Jefferson, entre outros. Todos eles estão sob investigação no âmbito das fake news.

Na última sexta-feira, 24, Moraes determinou a suspensão destas mesmas contas no Brasil. No entanto, os bolsonaristas mudaram a localização de seus perfis para locais fora do país e seguiram com as publicações na rede social.

A assessoria do Twitter confirmou à Jovem Pan que fez o bloqueio das contas para cumprir a judicial proveniente de inquérito do Supremo Tribunal Federal , mas considera a decisão “desproporcional” e vai recorrer. A empresa ainda disse que não cabe a ela “defender a legalidade do conteúdo postado ou a conduta das pessoas impactadas pela referida ordem.”

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