quinta-feira, 12 de novembro de 2020

Eleições nos EUA: Joe Biden vence no Arizona e chega a 290 delegados

O democrata Joe Biden foi eleito presidente dos Estados Unidos no último sábado, dia 07 de novembro, mas a apuração dos votos ainda não terminou no país. Segundo portais como a CNN e o New York Times, que acompanham as eleições presidenciais americanas, Biden venceu no estado do Arizona com 49,40% contra 49,06% de Donald Trump. O resultado leva o presidente eleito aos 290 delegados, enquanto Trump tem 217. Para ser eleito, o candidato precisava de, no mínimo, 270 delegados. Biden é apenas o segundo democrata a vencer no Arizona desde 1948, quando Harry Truman também saiu vitorioso.

O Arizona já foi considerado um reduto republicano e o cenário virou para Biden depois de três fatores importantes: a população latina crescente que apoia os democratas, aumento de eleitores que se mudaram de estados mais liberais como Califórnia e Illinois para o Arizona e a forma como os eleitores suburbanos romperam totalmente com o Partido Republicano. No momento, apenas a Geórgia (que irá recontar os votos) e a Carolina do Norte ainda não terminaram suas apurações.

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No último debate de TV, Boulos rebate acusação e chama Russomanno de ‘sem vergonha’

O último debate antes do primeiro turno das eleições municipais, promovido pela TV Cultura, na noite desta quinta-feira, 11, foi marcado pelos embates entre a deputada federal Joice Hasselmann, candidata do PSL, e o prefeito Bruno Covas (PSDB), que tenta a reeleição, e entre os candidatos de esquerda, Guilherme Boulos (PSOL) e Jilmar Tatto (PT), e Celso Russomanno, do Republicanos, apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro. O debate teve cinco blocos: o primeiro, com perguntas feitas pela jornalista Vera Magalhães, sobre assuntos previamente definidos, os três subsequentes com perguntas feitas entre os candidatos, mediante sorteio feito pela organização da emissora, e o último, destinado a considerações finais. Segundo as últimas pesquisas de intenção de voto, divulgadas pelo Ibope na segunda-feira, 9, e pelo Datafolha, na quarta-feira, 11, o tucano lidera, seguido por Boulos, Russomanno e França, tecnicamente empatados na segunda colocação.

Em mais de uma ocasião, Joice Hasselmann questionou o prefeito Bruno Covas sobre a escolha de seu vice, o vereador Ricardo Nunes (MDB), investigado pelo suposto superfaturamento no aluguel de creches privadas. O tucano rebateu dizendo que o parlamentar não é réu em nenhum processo. Os candidatos do PSL e do PSDB também rivalizaram ao falar de IPTU. O prefeito afirmou que a redução do imposto, como propõe a parlamentar, teria efeito regressivo, afetando a população mais pobre. Hasselmann, que foi líder do governo Bolsonaro no Congresso, insistiu, dizendo que bastaria debelar a “máfia dos transportes”.

No momento mais acalorado do debate, Guilherme Boulos chamou Celso Russomanno de “sem vergonha”. A discussão ocorreu após Russomanno questionar o candidato do PSOL sobre o suposto uso de empresas fantasmas em sua campanha, baseado em um vídeo elaborado pelo blogueiro bolsonarista Oswaldo Eustáquio, preso no âmbito do inquérito que investiga o financiamento de atos antidemocráticos contra o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF). Em seu tempo de resposta, Boulos também afirmou que o candidato apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro “quer trazer o gabinete do ódio para a cidade de São Paulo”. O termo “gabinete do ódio”, investigado pela CPMI das Fake News, se refere ao grupo de assessores presidenciais que atuariam na elaboração de relatórios para atacar desafetos políticos do presidente Jair Bolsonaro.

No quarto bloco, Celso Russomanno questionou Jilmar Tatto se ele temia perder o apoio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a candidatura do PSOL. Nos últimos dias, uma ala do PT passou a defender que Tatto, que ainda não decolou nas pesquisas, declarasse apoio a Guilherme Boulos, que aparece tecnicamente empatado na segunda colocação – a possibilidade foi rechaçada pelo ex-secretário de Transportes. Em sua resposta, Tatto subiu o tom e disse que Russomanno está “em uma fria” e deveria “se tocar”. “O campeão em perder eleição em São Paulo é você. Você perde todas. Se toca, meu filho. Você só ganha para deputado porque faz demagogia”, disparou. Assim como nas eleições de 2012 e 2016, quando também concorreu à Prefeitura de São Paulo, Russomanno desidratou nas pesquisas de intenção de voto.

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Não há evidência de fraude nas eleições dos EUA, afirmam autoridades eleitorais

Autoridades eleitorais americanas informaram em um comunicado nesta quinta-feira, 12, “não haver evidência” de que votos foram perdidos ou alterados, ou que os sistemas de votação tenham sido corrompidos nas eleições presidenciais. O comunicado confirma reportagem do New York Times, segundo a qual autoridades de ambos os partidos em todos os Estados americanos afastaram a possibilidade de fraude. “As eleições de 3 de novembro foram as mais seguras da história americana”, informaram as autoridades nacionais e estaduais responsáveis por dar segurança ao processo eleitoral, contradizendo as alegações dos republicanos e da Casa Branca. “Não há evidência de que qualquer sistema de votação tenha deletado ou perdido votos, tenha alterado votos ou que tenha sido comprometido de alguma forma”.

Nos últimos dias, o presidente, membros do seu governo, congressistas republicanos e seus aliados de direita alegaram falsamente que a vitória na eleição foi roubada de Donald Trump, recusando-se a aceitar os resultados indicando o democrata Joe Biden como vencedor. Mas o alto escalão das autoridades eleitorais de todo os EUA disse em entrevistas e declarações que o processo foi um notável sucesso, apesar do comparecimento recorde e as complicações de uma perigosa pandemia.

O New York Times entrou em contato com os escritórios das principais autoridades eleitorais de cada estado na segunda e na terça-feira para perguntar se havia suspeitas ou evidências de votação ilegal. As autoridades de 45 Estados responderam diretamente ao Times. Em quatro dos demais estados, o Times falou com outras autoridades relevantes ou localizou comentários públicos dos secretários de Estado; em nenhum lugar foram apontados problemas eleitorais substanciais.

*Com informações do Estadão Conteúdo

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STF forma maioria para manter rito de impeachment de Wilson Witzel na Alerj

Sete ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votaram a favor de manter a comissão especial formada para julgar o impechment de Wilson Witzel (PSC), governador afastado do Rio de Janeiro. Até o momento, os ministros Alexandre de Moraes – relator da ação -, Marco Aurélio, Edson Fachin, Nunes Marques, Gilmar Mendes e as ministras Cármen Lúcia e Rosa Weber votaram contra o recurso apresentado pela defesa de Witzel. O voto que garantiu a maioria da Corte foi dado por Nunes Marques, que foi indicado ao cargo pelo presidente Jair Bolsonaro, que é adversário político de Witzel.

O presidente da Corte, Luiz Fux, não votou após se declarar suspeito. Dias Toffoli, por sua vez, votou para que a comissão formada na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) fosse desconstituída. O processo de impeachment de Witzel foi aprovado na comissão e no plenário da Alerj, ambos por ampla maioria. Agora, o Tribunal Especial Misto, que é composto por deputados e desembargadores, é responsável pelo destino do governador. O julgamento foi feito no plenário virtual da Corte e a sessão deverá ser encerrada às 23h59 desta sexta-feira, 13.

*Com informações do Estadão Conteúdo

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Escolas particulares de São Paulo vão à Justiça para pedir volta às aulas para ensino infantil

O Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino de São Paulo (Sieesp), que representa a rede de escolas privadas do estado, entrou com ação civil pública nesta terça-feira, 10, pedindo que a prefeitura da capital volte a permitir que aulas regulares sejam fornecidas para todas as etapas de ensino. Até o momento, a capital só permite aulas presenciais para estudantes do ensino médio e as etapas presenciais para outras turmas só são permitidas em casos de aulas de reforços e outras atividades extracurriculares. A ação do sindicato afirmava que a proibição das aulas para o ensino fundamental “cria injusto óbice ao livre exercício da atividade de ensino das escolas privadas e gera enorme prejuízo à educação”.

A ação pede que a prefeitura comprove em estudos o que difere a permissão de atividades extracurriculares, permitidas para todas as classes, das atividades usuais dos alunos. “Uma vez que o aluno vai para a escola, qual a diferença se está fazendo xadrez ou aula de Matemática, do ponto de vista da saúde?”, questionou a advogada Vera Vidigal. O pedido protocolado na Justiça cita, ainda, a permissão para que eventos com até 600 pessoas sejam realizadas na cidade enquanto as escolas não podem voltar integralmente. O estado de São Paulo é líder brasileiro em óbitos e infecções pelo novo coronavírus. Ao todo, 1,1 milhão de casos e 39,9 mil mortes foram registradas na região desde o início da pandemia.

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Santos Cruz critica fala de Bolsonaro sobre ‘país de maricas’: ‘Cansado de show’

Demitido pelo presidente Jair Bolsonaro em junho de 2019, o ex-ministro da Secretaria de Governo, Carlos Alberto dos Santos Cruz, criticou a declaração feita por Bolsonaro que o Brasil seria “um país de maricas”. Nas redes sociais, escreveu que está “cansado de show”. “O Brasil não é um país de maricas. É tolerante demais com a desigualdade social, corrupção, privilégios. Votou contra extremismos e corrupção. Votou por equilíbrio e união. Precisa de seriedade e não de show, espetáculo, embuste, fanfarronice e desrespeito”, afirmou o general. Nesta quarta-feira, 11, Santos Cruz também alfinetou a frase de Bolsonaro de que teria “ganhado novamente” após os testes da vacina da CoronaVac terem sido interrompidos. “GANHOU DE QUEM? Vacina, qq que seja, é saúde pública. É para a população. Não é assunto particular. O trato tem ser técnico e dentro da lei. Fora disso é irresponsabilidade, falta de noção mínima das obrigações, desrespeito pela saúde dos cidadãos. Vergonha! Sem classificação!, “escreveu o ex-ministro.

Em discurso feito nesta terça-feira, Bolsonaro voltou a falar que a questão da pandemia do novo coronavírus foi superdimensionada. Segundo ele, o Brasil tem que “deixar de ser um país de maricas” e “enfrentar o assunto de peito aberto”. “Não adianta fugir disso, fugir da realidade. Tem que deixar de ser um país de maricas. Olha que prato cheio para a imprensa. Prato cheio para urubuzada que está ali atrás. Temos que enfrentar de peito aberto, lutar. Que geração é essa nossa?”, afirmou. Para ele, os problemas decorrentes da pandemia aconteceram porque não deixaram o “líder” trabalhar. Ele também criou uma polêmica ao falar em usar “pólvora” para proteger a Amazônia, em resposta a uma declaração do presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, durante a campanha, sobre a possibilidade da imposição de sanções ao Brasil por causa da destruição da floresta.

O ex-ministro sofreu um processo de desgaste e era alvo de críticas do escritor Olavo de Carvalho e do filho do presidente, o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ). Ele foi o primeiro ministro militar a ser desligado do Governo e a terceira baixa na esplanada dos ministérios desde que o presidente assumiu o palácio do planalto — depois vieram mais sete. Em nota, o porta-voz da presidência, Otávio Rêgo Barros, confirmou a saída de Santos Cruz dizendo que a demissão não afetaria “a amizade, a admiração e o respeito mútuo” entre o ex-ministro e Bolsonaro. Na época em que foi demitido, Santos Cruz disse que a gestão Bolsonaro perde tempo com “bobagens” e “fofocagem” quando deveria dar prioridade a ações relevantes do governo para o País. “Se você fizer uma análise das bobagens que se tem vivido, é um negócio impressionante. É um show de besteiras. Isso tira o foco daquilo que é importante”, afirmou. “O que acontece é que os recursos todos de tecnologia estão fazendo muita gente esquecer que a melhor maneira de você se comunicar, principalmente entre pessoas públicas, não é de maneira pública. É pessoalmente”, continuou.



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Naufrágio na costa da Líbia deixa 74 imigrantes mortos

Um naufrágio na costa da Líbia deixou ao menos 74 mortos nesta quinta-feira, 12. Segundo informações da Organização Internacional para as Migrações (OIM), 121 pessoas, incluindo mulheres e menores de idade que estavam nas proximidades da cidade de Homs. A OIM também disse que a embarcação foi fretada por máfias locais. Até o momento, 47 sobreviventes foram resgatados por um barco de pesca que os levou de volta ao porto enquanto que a guarda costeira recuperou 31 corpos. Em terra, os imigrantes receberam socorros e foram devolvidos aos centros de detenção e internação que, segundo ONGs, carecem de condições e são, muitas vezes, dirigidos por milícias do país.

Este foi o terceiro naufrágio registrado na última semana na costa da Líbia. Na última terça, 13 pessoas desapareceram quando um bote afundou perto de Trípoli. Na quarta, outros seis imigrantes morreram quando a embarcação em que estavam foi derrubada. Dados da OIM, mais de mil imigrantes foram interceptados por barcos de patrulha ao longo da última semana. Desde o início de outubro, cerca de 800 pessoas conseguiram chegar à Itália com vida.

*Com informações da EFE

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