terça-feira, 1 de setembro de 2020

Para aliviar impactos da pandemia, Hamas anuncia acordo com Israel

O movimento islâmico Hamas anunciou, nesta segunda-feira, 31, um acordo de cessar-fogo com Israel. O movimento, que está no poder na Faixa de Gaza, e as autoridades israelenses já haviam decretado trégua no ano passado, mas continuavam se enfrentando ocasionalmente. As tensões escalaram depois de junho, quando Israel tentou colocar na pauta do parlamento a anexação de partes da Cisjordânia. A proposta foi classificada pelo Hamas como “declaração de guerra” e após pressão internacional, o projeto foi adiado. Em agosto, o movimento islâmico aumentou o número de lançamentos de balões incendiários e foguetes contra Israel, ocasionando cerca de 400 incêndios no país. As autoridades responderam com bombardeios diários na Faixa de Gaza. Os israelenses também bloquearam a porta de acesso de bens de consumo e interromperam o fornecimento de combustível, deixando os palestinos no escuro por 20 horas ao dia.

O acordo de cessar-fogo foi mediado por um emissário do Catar, na região desde a última terça-feira.  Por meio de nota, Hamas afirmou que projetos foram anunciados para aliviar os impactos da pandemia na Faixa de Gaza, que registrou o primeiro surto de coronavírus na semana passada. O grupo não deu detalhes do acordo, mas segundo a imprensa internacional, o representante do Catar teria oferecido ajuda de 30 milhões de dólares aos palestinos. Israel também teria se comprometido a reduzir as sanções aplicadas nas últimas semanas.

*Com informações do repórter Nanny Cox

https://ift.tt/3lAbppf https://ift.tt/34TK0sC

Brasil vê ‘projeto autoritário’ em andamento no país, diz Fachin

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, disse que está em andamento no país um projeto autoritário. Em uma videoconferência com acadêmicos da Universidade Federal do Paraná, ele mencionou o que classifica como “endoautoritaristmo”. Segundo o ministro, seria um pensamento “com verniz democrático e, por dentro, as instituições serem corroídas a tal ponto de que o hospedeiro, que é a democracia, seja destruído pelo parasita, que é o autoritarismo”. Na visão do ministro, esse pensamento também menospreza questões como o meio ambiente, os povos indígenas e quilombolas. Ele classificou como “agenda pré-88”, em referência ao ano em que foi promulgada a Constituição. Para Edson Fachin, nas eleições de 2022, a população terá que fazer uma escolha entre um projeto democrático e um autoritário.

Edson Fachin, que também é vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral e vai comandar o TSE em 2022, disse que é necessário produzir confiança no processo eleitoral. Segundo ele, a democracia não se garante apenas no processo de votação popular, mas também no respeito ao que chamou de “estrutura simbólica” formada ao fim do processo. Também nas palavras do ministro, “soa inadmissível que até mesmo quem tenha saído vencedor nas urnas venha a questionar a credibilidade da Justiça Eleitoral.”

*Com informações do repórter Levy Guimarães

https://ift.tt/32N6qsP https://ift.tt/3gUb6Ck

segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Governo espera poder distribuir vacina para covid-19 no início de 2021

O ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, se reuniu com Nísia Trindade Lima, presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), nesta segunda-feira, 31, para debater o cronograma de produção da vacina ainda em testes contra a covid-19 no Brasil. A previsão é que, se tiver a eficácia comprovada, as primeiras doses sejam distribuídas no início de 2021, por meio do Programa Nacional de Imunização, que atende o Sistema Único de Saúde (SUS). A previsão é produzir inicialmente 100 milhões de doses a partir de insumos importados.

A produção integral da vacina na unidade técnico-científica Bio-Manguinhos, no Rio, deve começar a partir de abril de 2021. “A Fiocruz está mobilizando todos os seus recursos tecnológicos e industriais em prol do acesso da população à vacina no menor tempo possível. Estamos conversando com a Anvisa e parceiros tecnológicos com o intuito de reduzir os prazos de produção, registro e distribuição da vacina”, disse a presidente da Fiocruz.

O acordo entre a Fiocruz e a AstraZeneca é resultado de tratativas entre o governo brasileiro e o governo britânico, anunciado em 27 de junho pelo Ministério da Saúde. A parceria prevê a assinatura de um acordo de encomenda tecnológica, na primeira semana de setembro, e o desenvolvimento de uma plataforma de outras vacinas, como a da malária. Para produção e quisição de vacina contra a covid-19 produzida pelo laboratório AstraZeneca e Universidade de Oxford, o governo brasileiro liberou um crédito extraordinário de R$ 1,9 bilhão.

* Com Estadão Conteúdo

https://ift.tt/32LhUNc https://ift.tt/2EJ4wBr

Roger Abdelmassih volta para a cadeia após 4 meses de prisão domiciliar

O ex-médico Roger Abdelmassih chegou na noite desta segunda-feira, 31, à Penitenciária II de Tremembé, no interior de São Paulo, para voltar a cumprir em regime fechado a pena de 173 anos por 49 crimes sexuais cometidos. A ordem foi dada pelo Tribunal de Justiça na sexta-feira, 28, e cumprida nesta segunda após mais de quatro meses em regime domiciliar. Abdelmassih havia alegado risco diante da pandemia da Covid-19 e obteve decisão favorável da Justiça em 14 de abril. O Ministério Público recorreu da mudança de regime de prisão e o recurso foi julgado no fim da semana passada pela 6ª Câmara Criminal do TJ-SP.

O desembargador José Raul Gavião de Almeida entendeu que a pandemia era insuficiente para justificar a permanência do ex-médico em casa. “Quanto à prisão domiciliar de natureza humanitária, que estaria autorizada pela pandemia do coronavírus, este fenômeno não acarreta o automático e imediato esvaziamento dos cárceres”, escreveu na decisão, que foi seguida pela Câmara. O desembargador lembrou a gravidade dos crimes cometidos por Abdelmassih, que ele já simulou um quadro de enfermidade anterior e que há inconsistência na informação de que ele ficaria melhor em casa do que no hospital penitenciário. “Diante desse quadro e da ausência de recomendação do médico oficial, no sentido de que o agravante não possa ser tratado no estabelecimento hospitalar penal, tem-se por indemonstrada a necessidade da prisão domiciliar”, escreveu Almeida.

O pedido para que Abdelmassih deixasse a prisão foi feito pela esposa e advogada do ex-médico, Larissa Maria Sacco Abdelmassih, alegando que ele fazia parte do grupo de risco para a Covid-19 por causa da idade e dos problemas de saúde preexistentes. À época, o MP já havia se manifestado contra o pedido. Segundo a juíza Sueli Zeraik, o preso possuía bom comportamento, sem registro de infração disciplinar apesar da “longuíssima pena imposta”, escreveu. Ele foi liberado sem a exigência de tornozeleiras eletrônicas por falta de aparelhos disponíveis.

* Com informações do Estadão Conteúdo

https://ift.tt/3gQepdn https://ift.tt/3bl1SxB

Incêndio atinge empresa de lentes de óculos na Zona Oeste de SP

Um estabelecimento comercial pegou fogo na Rua da Várzea, 432, Barra Funda, Zona Oeste de São Paulo, nesta segunda-feira, 31. Segundo o Corpo de Bombeiros, 18 viaturas estão tentando controlar as chamas. Não há informações sobre mortos ou feridos. A corporação disse, ainda, que funciona no local uma empresa de lentes de óculos. Antes, os Bombeiros divulgaram que era uma empresa têxtil, mas corrigiram a informação. A ocorrência foi registrada às 19h50min. Os poucos funcionários que estavam dentro do local quando iniciou o incêndio saíram rapidamente.



https://ift.tt/3bca7Mx https://ift.tt/32G8z9v

Bretas concede liberdade provisória sem uso de tornozeleira ao doleiro Dario Messer

Após um acordo de delação premiada fechado com a Lava Jato fluminense, o “doleiro dos doleiros” Dario Messer teve concedida a liberdade provisória sem o uso de tornozeleira. A decisão foi proferida em recurso do Ministério Público Federal (MPF), que sugeriu ao juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, que substituísse as prisões preventivas contra o doleiro, incluindo as domiciliares, pelo uso de tornozeleira eletrônica e outras medidas cautelares. Messer cumpre prisão domiciliar desde abril por ser do grupo de risco da Covid-19.

Em decisão, o juiz da Lava Jato do Rio negou impor o uso de tornozeleira, destacando o comportamento de Messer em ‘colaborar com a Justiça’. Segundo ele, caso Messer tente embaraçar as investigações, ‘acarretará em severos prejuízos’ para si mesmo, como a própria rescisão do acordo de delação premiada. “Em que pese o fato de o acusado ter permanecido foragido da Justiça por mais de um ano, tal circunstância, por si só, não pode ser considerada para embasar a manutenção de sua segregação cautelar”, afirmou Bretas. “Isso porque o comportamento do imputado passou a ser o de colaborar com a Justiça, o que se depreende não apenas da celebração do acordo de colaboração premiada, mas também das inúmeras manifestações nas quais o acusado comunica ao Juízo a saída de sua residência para tratamento médico desde que foi colocado em prisão domiciliar”.

Bretas impôs somente duas medidas cautelares a Messer: a entrega de passaportes e a proibição de manter contato com outros investigados. No último dia 12, Messer e a Lava Jato firmaram acordo de delação na qual o doleiro se comprometia a relatar crimes e apresentar provas em troca de cumprimento de até 18 anos e nove meses de prisão, com progressão de regime prevista em lei. O “doleiro dos doleiros” também deverá devolver R$ 1 bilhão aos cofres públicos — valor recorde para o Ministério Público Federal do Rio.

Operação Marakata

Considerado o “doleiro dos doleiros”, Messer foi condenado por participação em um esquema de tráfico de pedras preciosas no mercado negro relevado pela Operação Marakata, desdobramento da Operação Lava Jato no Rio. Segundo as investigações, a empresa de comércio de pedras O. S. Ledo usou os “serviços” de Messer para enviar US$ 44 milhões ao exterior, entre 2011 e 2017, obtidos com a exportação de pedras de garimpos na Bahia para empresários indianos. As transações eram feitas através de notas fiscais e invoices falsos. Em sua delação, o próprio doleiro confessou que comandou a mesa de câmbio paralelo operada pelos doleiros Vinicius Claret e Cláudio Barboza no Uruguai e usada para lavar o dinheiro.

Messer ainda é réu em outras duas ações penais, decorrentes das operações Patrón, sobre o esquema de lavagem de dinheiro que facilitou a fuga do operador ao Paraguai, e Câmbio, Desligo, que prendeu doleiros acusados de lavarem dinheiro para o ex-governador do Rio, Sérgio Cabral, e para comparsas do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, em uma rede que, segundo os investigadores, operava em mais de 50 países. Ambas tramitam na 7ª Vara Federal Criminal do Rio. Em sua delação, Messer afirmou que o ex-presidente do Paraguai, Horácio Cartes, o aconselhou a não se entregar e pagou US$ 600 mil ao doleiro para garantir que autoridades paraguaias não autorizassem sua extradição ao Brasil.

* Com informações do Estadão Conteúdo

https://ift.tt/2YTZskx https://ift.tt/3lylrHn

Ministério da Economia anuncia liberação de mais R$ 12 bi para pequenas e médias empresas

O Ministério da Economia anunciou nesta segunda-feira, 31, a liberação de mais R$ 12 bilhões do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe). Segundo o secretário especial do Ministério da Economia, Carlos Da Costa, a liberação foi para algumas instituições financeiras regionais habilitadas: mais de R$ 21 milhões em crédito pela Agência de Fomento de Goiás; mais de R$ 268 milhões em crédito pelo Banco do Nordeste; mais de R$ 203 milhões em crédito pelo BDMG; mais de R$ 282 milhões em crédito pelo Banco da Amazônia, e mais de R$ 730 milhões em crédito pelo Banrisul.

O Pronampe é um programa que tem como objetivo atender as microempresas (faturamento até R$ 360 mil no ano) e empresas de pequeno porte (faturamento até R$ 4,8 milhões no ano), além dos profissionais liberais, com taxa de juros máxima igual a Selic + 1,25% ao ano, mais prazo de pagamento de 36 meses e carência de 8 meses. É possível acompanhar o recurso sendo liberado pelo Emprestômetro do Portal do Empreendedor, onde também poderão ser consultadas as instituições habilitadas. O Pronampe tem 85% de garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO), que cobre até 85% de eventuais calotes. Nos financiamentos do Banco do Brasil, os 15% restantes ficam a cargo da instituição financeira.

https://ift.tt/31IzeDm https://ift.tt/3joUNPs