domingo, 1 de novembro de 2020

Polícia prende 60 pessoas em protestos contra medidas restritivas na Espanha

As forças de segurança da Espanha prenderam cerca de 60 pessoas ao longo do sábado (31), nos protestos populares contra as restrições adotadas para conter a propagação do novo coronavírus em diversas regiões do país, inclusive, em Madrid. As manifestações começaram a ser registradas ainda na sexta-feira, dia da entrada em vigor, em grande parte do território, das medidas que impedem deslocamentos e as aglomerações pelo feriado de Todos os Santos, que afetam 87% da população.

Segundo os dados do Ministério da Saúde, a Espanha acumula 1.185.678 casos de infecção pelo novo coronavírus. Além disso, desde o início da pandemia da Covid-19 no país, 35.878 pessoas morreram por causa da doença, de acordo com balanço divulgado na sexta-feira (30), já que não há atualizações durante o fim de semana. Os protestos contra as medidas restritivas registrados nas últimas 48 horas, após convocação pelas redes sociais, tiveram como ponto em comum o fim violento dos atos, com lançamento de objetos, queima de lixeiras, entre outros atos de vandalismo.

Além dos 60 detidos, a polícia espanhola indicou que 11 agentes ficaram feridos durante a atuação na contenção das manifestações. Em Madri, cidade em que houve confronto mais tenso, foram 32 presos e 12 pessoas apresentando ferimentos, sendo três delas policiais. “A conduta violenta e irracional de grupos minoritários é intolerável. Não é o caminho”, escreveu no Twitter o presidente do governo da Espanha, Pedro Sánchez.

*Com informações da EFE

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Deu sorte? Aposta única leva premio de R$ 53 milhões da Mega-Sena

O prêmio de R$ 53.047.796,53 do concurso 2314 da Mega-Sena irá para uma aposta feita por meio do internet banking da Caixa. Confira as dezenas premiadas: 06-07-28-42-45-49. O sorteio foi feito na noite deste sábado (31), em São Paulo, e teve 105 apostas vencedoras na Quina. Cada uma delas ganhará R$ 41.171,63. A quadra, por sua vez, teve 7.551 apostas certeiras — sendo que cada um dos sortudos embolsará R$ 817,87. O próximo concurso será na quarta-feira (4) e tem prêmio é estimado em R$ 22 milhões.

*Com informações da Agência Brasil

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Terceiro acusado de ser cúmplice de terrorista de Nice é preso na França

As forças de segurança da França prenderam neste sábado (31) o terceiro acusado de cumplicidade com o homem que cometeu atentado na Basílica de Nice, na quinta (29), matando três pessoas, entre elas uma brasileira. Assim como com as duas pessoas envolvidas que foram detidas anteriormente, a mais recente também teria estado em contato com o autor do crime, de acordo com as investigações. A quarta prisão — incluindo a do terrorista, que está hospitalizado sob custódia da polícia — aconteceu na cidade de Grasse, localizada a 45 quilômetros de Nice.

Os detidos anteriormente são um homem de 47 anos e outro de 35, que teriam sido identificados através de câmeras de segurança. O preso mais recente, no entanto, não teve identidade, sexo ou idade revelada. Na quinta-feira, o terrorista entrou Basílica de Notre-Dame, no centro de Nice, e em 30 minutos matou três pessoas a facadas: uma idosa de 60 anos que quase foi decapitada, o sacristão do templo de 55 anos e a brasileira Simone Barreto Silva, de 44 anos. A brasileira ainda conseguiu deixar a igreja e tentou se esconder em um restaurante próximo, mas não resistiu aos ferimentos. Por causa do atentado, o governo da França decretou estado máximo de alerta contra ameaça terrorista.

*Com informações da EFE

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Homem com faca deixa mortos e feridos em Quebec, no Canadá

Mais um ataque a facas fez vítimas neste fim de semana pelo mundo. Desta vez, um homem vestidos com trajes medievais matou duas pessoas com uma faca na noite do sábado (31), Halloween, em Quebec, no Canadá. Pelo menos outras cinco pessoas ficaram feridas no ataque, que aconteceu próximo ao parlamento provincial. De acordo com a polícia local, o autor tem 20 anos e foi preso. A ordem foi para que os moradores permanecessem em casa porque as investigações estão em andamento.

Desde quinta-feira (29) o mundo enfrenta diversos ataques armados em diferentes continentes. Apenas na França, na quinta, um homem armado com uma faca matou três pessoas na Basílica de Nice. No mesmo dia, um homem que portava uma lâmina em Lyon foi preso. Em Avignon, um outro homem morreu após ameaçar pessoas com uma arma. No Consulado da França na Arábia Saudita também aconteceu um ataque com feridos. No sábado (31), um padre ortodoxo foi ferido por um tiro enquanto fechava sua igreja, também em Lyon.

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Quiz: Você sabe quem é Celso Russomanno? Teste seus conhecimentos sobre o candidato à Prefeitura de SP

Apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro, o deputado federal Celso Russomanno (Republicanos) tenta pela primeira vez chegar ao segundo turno das eleições para a Prefeitura de São Paulo. O parlamentar se apoia na força de Bolsonaro como cabo eleitoral para evitar o mesmo desfecho dos dois pleitos anteriores: em 2012 e 2016, Russomanno iniciou a corrida eleitoral liderando as pesquisas de intenção de voto, mas acumulou desgastes e foi derrotado nas duas ocasiões. Além disso, propõe a versão municipal do auxílio emergencial, chamado de Auxílio Paulistano, benefício destinado a pessoas de baixa renda e criado na esteira da pandemia do novo coronavírus. Assim como seu padrinho político, o candidato do Republicanos é contra a vacinação obrigatória, e não poupa críticas à forma como o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), desafeto de Bolsonaro, tem conduzido o processo envolvendo a regularização da Coronavac, vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac. “Os testes estão sendo feitos de maneira atropelada e irresponsável. A pressa é compreensível, em razão da pandemia, mas não podemos colocar as vidas das pessoas em risco. Não posso aceitar que o povo de São Paulo seja cobaia. No meu governo, a população não será cobaia de nada”, afirmou em entrevista à Jovem Pan.

Russomanno também defende que as aulas da rede municipal voltem em janeiro, seguindo protocolos sanitários baseados nas recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde. “Obedecendo e seguindo as recomendações da OMS, do Ministério da Saúde, pretendo que as aulas voltem no dia 1º de janeiro. Algumas das escolas particulares já estão operando normalmente e o retorno tem sido muito bem sucedido. Acho extremamente importante que isso ocorra. Até porque, a retomada das escolas também gera emprego. Temos professores parados, professores parados, o funcionário da manutenção sem emprego. Isso tudo gera renda”, diz.

Antes de votar, faça o quiz sobre o candidato e teste seus conhecimentos:

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‘Tenho o apoio de Bolsonaro e não descolo minha imagem da dele’, diz Russomanno

Deputado federal em seu sexto mandato, Celso Russomanno (Republicanos) ostenta um status raro nestas eleições municipais: o apoio explícito do presidente Jair Bolsonaro, que disse mais de uma vez a aliados que evitaria se envolver em campanhas para não desgastar a sua imagem. No Rio de Janeiro, o chefe do Executivo pediu votos para a reeleição do prefeito Marcelo Crivella, que também pertence ao Republicanos. Em São Paulo, onde o PSL, partido pelo qual Bolsonaro se elegeu em 2018, lançou a candidatura de Joice Hasselmann, ex-vice-líder do governo no Congresso e crítica de sua gestão, o capitão reformado então declarou apoio a Russomanno, a quem já chamou de “amigo de longa data”, como forma de rivalizar com seu desafeto político, o governador João Doria (PSDB), que apoia a reeleição do prefeito Bruno Covas (PSDB). Nas últimas semanas, porém, o candidato do Republicanos à Prefeitura de São Paulo se desidratou nas pesquisas de intenção de voto e chegou a omitir as menções ao presidente da República de suas propagandas veiculadas na televisão na segunda-feira, 26, e na terça-feira, 27.

Apesar da movimentação, Russomanno nega qualquer tentativa de distanciamento com o Palácio do Planalto. “Não há nenhuma tentativa de descolar minha imagem da do presidente. O presidente está dentro da minha campanha e não descolo minha imagem da dele. Tenho apoio do presidente Bolsonaro e isso não muda em nenhuma hipótese”, disse em entrevista à Jovem Pan. Uma das principais propostas da campanha de Russomanno é a criação do Auxílio Paulistano. O benefício não dependerá do prosseguimento do auxílio emergencial, pago pelo governo federal durante a pandemia, e será financiado pelos recursos obtidos pela Prefeitura na renegociação da dívida da cidade com o governo federal. “Ele depende única e exclusivamente da renegociação da dívida com o governo federal. Hoje pagamos uma taxa de juros muito grande e isso tem que ser negociado, porque se tornou um negócio lucrativo para o governo federal, que não precisa disso. O governo federal precisa ajudar as cidades. Perdemos 20 mil lojas, fechadas durante a pandemia. São Paulo foi o epicentro, precisamos dar a essas empresas o mínimo de renda para que possam sobreviver. Não temos, ainda, um valor estipulado para o auxílio paulistano, mas estimo que possamos reduzir em R$ 1 bilhão, R$ 1,2 bilhão a dívida, valor que será utilizado para viabilizar o nosso programa”, afirma.

Assim como seu padrinho político, Celso Russomanno é contra a vacinação obrigatória. Diz, enfaticamente, que, em seu governo, a população de São Paulo “não será cobaia de nada”. O deputado federal também afirma que não pensa em esperar a vacinação da população para que as aulas voltem presencialmente. “Obedecendo e seguindo as recomendações da OMS, do Ministério da Saúde, pretendo que as aulas voltem no dia 1º de janeiro. Algumas das escolas particulares já estão operando normalmente e o retorno tem sido muito bem sucedido. Acho extremamente importante que isso ocorra. Até porque, a retomada das escolas também gera emprego. Temos professores parados, o funcionário da manutenção sem emprego. Isso tudo gera renda. Na Europa, por exemplo, alguns países estão endurecendo medidas para conter a chamada segunda onda, mas as escolas estão sendo mantidas. Elas precisam voltar. Para isso, estaremos acompanhados de médicos, de profissionais capacitados para nos amparar nesse retorno seguro. Você pode abrir um restaurante, mas não abre escola? Isso é coisa de gente que toma decisões de dentro de um gabinete sem conhecer a cidade”, explica.

Veja algumas propostas defendidas pelo candidato do Republicanos à Prefeitura de SP:

Emprego e renda: diminuição do ISS  e construção civil

O deputado federal Celso Russomanno diz que pretende atrair empresas para a capital diminuindo o ISS (Impostos Sobre Serviços), principal fonte de recursos do município. “A cidade tem perdido muitas empresas e trabalhadores porque as cidades ao redor de São Paulo tem ISS mais barato. Pretendo baixá-lo ao mesmo patamar de nossos vizinhos. As pessoas querem estar em São Paulo, temos infraestrutura para atrair e manter empresas aqui, mas o ambiente de negócio tem que ser atrativo”, diz. Russomanno também defende “menos entraves” para alavancar a construção civil na cidade. Para isso, promete dar protagonismo à Companhia Metropolitana de Habitação de São Paulo (Cohab). ” O nome diz tudo: a Companhia de Habitação tem que criar habitação, voltar a fazer moradias. Faz 16 anos que a Cohab não constrói casa, faz 12 anos que não inaugura nada. Esses empreendimentos não exigem do morador uma entrada cara, porque as pessoas não têm condição de fazer isso. Vamos voltar com a Cohab, fortalecê-la, para que ela construa habitações populares. Esse processo tem que voltar. O déficit é de moradia. As pessoas não estão na rua porque querem, estão ali por falta de opção”.

Educação: volta às aulas respeitando os protocolos sanitários

Russomanno defende que as aulas voltem já no dia 1º de janeiro, desde que em consonância com os protocolos sanitários estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde. Para o deputado federal, a retomada das aulas também é uma forma de gerar emprego. “Obedecendo e seguindo as recomendações da OMS, do Ministério da Saúde, pretendo que as aulas voltem no dia 1º de janeiro. Algumas das escolas particulares já estão operando normalmente e o retorno tem sido muito bem sucedido. Acho extremamente importante que isso ocorra. Até porque, a retomada das escolas também gera emprego. Temos professores parados, professores parados, o funcionário da manutenção sem emprego. Isso tudo gera renda. Na Europa, por exemplo, alguns países estão endurecendo medidas para conter a chamada segunda onda, mas as escolas estão sendo mantidas. Elas precisam voltar. Para isso, estaremos acompanhados de médicos, de profissionais capacitados para nos amparar nesse retorno seguro”. Assim como Bolsonaro, Russomanno é contra a vacinação obrigatória da população. “Não posso aceitar que o povo de São Paulo seja cobaia. No meu governo, a população não será cobaia de nada”, diz. O candidato do Republicanos defende que a vacinação siga suas fases de testes sem atropelo e afirma que, uma vez aprovada pela Anvisa, investirá em campanhas de conscientização.

Transporte público: eficiência e velocidade

“Eficiência do transporte público está atrelada à velocidade”. É com esta máxima que Russomanno afirma que pretende permitir que os ônibus da capital circulem, sem aglomerações, de maneira mais rápida. “Temos que dobrar a velocidade média dos ônibus, que hoje varia de 16 km/h a 18 km/h. Para isso, é necessário investir em corredores, aumentar o número de faixas pela cidade. Dar condições de criar uma espécie de ciranda. Com mais ônibus rodando num menor espaço de tempo, mais eficiente e menos lotado será o transporte”, diz. Questionado sobre a possibilidade de expandir a gratuidade no transporte para desempregados, por exemplo, o candidato do Republicanos ressalta que o prefeito eleito administrará a cidade, em seu primeiro ano, com o Orçamento definido pela atual gestão. “Não posso prometer o que não posso cumprir. O prefeito eleito assumirá com o Orçamento definido por essa gestão. Para cogitar ampliar gratuidades, preciso de um estudo técnico que mostre que isso é possível”, explica. Russomanno afirma, no entanto, que uma forma de aumentar a arrecadação do município seria a flexibilização da Lei da Cidade Limpa, sancionada em 2006 pelo então prefeito Gilberto Kassab (PSD), com a liberação de publicidade nos ônibus. “Se aumentarmos a arrecadação, podemos garantir outras gratuidades. Hoje, o subsídio já é imenso, chega a R$ 3,8 bilhões. Não vejo problemas na gratuidade, inclusive para finais de semana e feriados, mas precisamos de estudos técnicos que garantam que a Prefeitura tenha condição de subsidiar ainda mais”.

Cracolândia e segurança pública: inteligência policial e investimento a longo prazo

Russomanno diz que a questão da Cracolândia precisa ser tratada com três princípios: verdade, coragem e coração. “Verdade, para não repetir os erros dos tucanos de dizer que o problema foi solucionado. Coragem, para diminuir o sofrimento, porque lá existem famílias. Coração, para lidar com seres humanos”, afirma. O candidato promete estabelecer um trabalho integrado entre a Guarda Civil Municipal (GCM), Polícia Militar e Polícia Civil, privilegiando o serviço de inteligência. “Onde não tem droga, não tem consumo. O trabalho tem que ser ininterrupto, a longo prazo. Vamos trabalhar incansavelmente, porque não é apenas coibir a chegada da droga. A Prefeitura precisa amparar essas pessoas, investir na assistência social, reinseri-las no mercado de trabalho”, diz. A “sintonia” entre GCM e as polícias de São Paulo também é uma promessa do deputado para a área da segurança pública. “É necessário que a GCM atue para ajudar o governo do estado, temos que investir nestes profissionais com concursos, equipamentos, monitoramento através de câmeras. Fornecer, também, um canal exclusive para que a PM fale com a GCM e com a Civil, para que as ocorrências possam ser atendidas com mais rapidez e eficiência. Hoje, as polícias não se fala, cada um tem um canal diferente. Eficiência é o segredo neste processo, porque segurança pública é fator vital para melhorar a vida das pessoas da nossa cidade”, acrescenta.

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Eleições 2020: Quem é Celso Russomanno, candidato do Republicanos à Prefeitura de SP

Jornalista e deputado federal em seu sexto mandato, Celso Russomanno, de 64 anos, é o candidato do Republicanos à Prefeitura de São Paulo. O vice de sua chapa é o ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo (OAB-SP) Marcos da Costa, do PTB. Bacharel em Direito pela Faculdade de Guarulhos, o candidato ganhou notoriedade com as reportagens sobre direito do consumidor a partir da década de 1990. Na eleição municipal deste ano, o parlamentar tenta se livrar da pecha de “cavalo paraguaio”: em 2012 e 2016, Russomanno largou como favorito nas pesquisas de intenção de voto, mas foi desidratando e não chegou ao segundo turno. Neste ano, conta com o apoio explícito do presidente Jair Bolsonaro, que pediu votos ao “amigo de longa data” em sua live semanal nas redes sociais, nesta quinta-feira, 29, para se tornar “o zelador da cidade”, como ele mesmo define. “Nas outras duas eleições, fui sozinho, só tinha rivais a nível federal, estadual e municipal. Desta vez, podemos escrever uma história diferente e chegar à Prefeitura de São Paulo. Dentro do meu ser, tenho que administrar São Paulo é ser um zelador, em todos os sentidos: zelando pelos mais mais humildes, preocupado com a zeladoria da cidade”, disse em entrevista à Jovem Pan.

Russomanno iniciou sua trajetória política em 1985, filiado ao antigo Partido da Frente Liberal (PFL) – hoje DEM. Em 1994, então filiado ao PSDB, foi eleito para o primeiro de seus seis mandatos como deputado federal. À época, obteve a maior votação para o cargo, com mais de 223 mil votos. Na legislatura seguinte, foi reeleito, filiado ao Partido do Povo Brasileiro (PPB), atual Partido Progressista (PP). Em 2000, disputou e perdeu a corrida pela Prefeitura de Santo André para Celso Daniel (PT). Dez anos depois, concorreu ao cargo de governador do Estado de São Paulo, derrotado em primeiro turno por Geraldo Alckmin (PSDB). Na televisão, apresentou programas no SBT, Record, Gazeta e na Central Nacional de Televisão (CNT). Russomanno tem 51 segundos do tempo de propaganda de televisão – o atual prefeito, Bruno Covas (PSDB), que lidera as pesquisas, tem direito a três minutos e 29 segundos, seguido por Márcio França (PSB), com um minuto e 36 segundos. Nas peças, ele é apresentado pela sigla CR10, em alusão às iniciais de seu nome e ao número de urna do Republicanos. A ideia partiu do marqueteiro de sua campanha, Elsinho Mouco, com o intuito de facilitar o entendimento da população. Em alguns vídeos, o candidato aparece utilizando a camisa da seleção brasileira, como se estivesse em uma partida de futebol. Ele nega, no entanto, que a inspiração tenha sido o jogador português Cristiano Ronaldo, conhecido pela sigla CR7. “O futebol faz parte do dia a dia do brasileiro. De médico e técnico todos nós temos um pouco. Se as pessoas fizerem uma associação entre CR7 e CR10 e isso ajudar de alguma forma, não tem problema nenhum, mas é cada um na sua. Ele com a 7, eu com a 10”, brinca.

Russomanno já afirmou, em mais de uma ocasião, que só entrou na corrida pela Prefeitura de São Paulo por ter o apoio de Bolsonaro. Até o momento, porém, o presidente da República não apareceu em nenhum vídeo das peças eleitorais – o parlamentar, por sua vez, diz que isto ocorrerá em breve, “no momento mais oportuno”. Na segunda-feira, 26, e na terça-feira, 27, após as pesquisas apontarem queda em seu desempenho, a campanha omitiu as menções ao padrinho político nos jingles. O candidato do Republicanos nega qualquer tentativa de distanciamento. “Não há nenhuma tentativa de descolar minha imagem da do presidente. O presidente está dentro da minha campanha e não descolo minha imagem da dele. Tenho apoio do presidente Bolsonaro e isso não muda em nenhuma hipótese”, diz. “Os jingles variam porque temos vários à disposição, isso é absolutamente natural. Não há desgaste nem descolamento”, acrescenta.

 

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