segunda-feira, 30 de março de 2020

Em sessão remota, Senado vota nesta segunda auxílio de R$ 600 para autônomos e informais

O Senado votará neste segunda-feira (30) o pagamento de um auxílio emergencial por três meses, no valor de R$ 600, destinado aos trabalhadores autônomos, informais e sem renda fixa.

O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), havia confirmado a data da votação em postagem no Twitter, na última sexta-feira (27).

Alcolumbre continua se recuperando após ser diagnosticado com o novo coronavírus. Quem tem comandado as sessões remotas é o vice-presidente, senador Antonio Anastasia (PSD-MG). A sessão está prevista para ocorrer às 16h. Antes, às 10h, os líderes se reunirão, também remotamente, para discutir outras votações prioritárias da semana.

Pelas manifestações de senadores nas redes sociais, a expectativa é que a medida seja aprovada sem objeções. Inicialmente, na primeira versão do relatório, o valor proposto era de R$ 500. Após negociações com o líder do governo, deputado Vitor Hugo (PSL-GO), o Executivo decidiu aumentar para R$ 600 e a proposta foi aprovada na Câmara dos Deputados na última quinta-feira (26).

O auxílio é voltado aos trabalhadores informais (sem carteira assinada), às pessoas sem assistência social e à população que desistiu de procurar emprego. A medida é uma forma de amparar as camadas mais vulneráveis à crise econômica causada pela disseminação da covid-19 no Brasil, e o auxílio será distribuído por meio de vouchers (cupons).

*Com Agência Brasil

https://ift.tt/2wMANUc https://ift.tt/39tRZuM

Telemedicina pode ser regulamentada durante pandemia do coronavírus

O Senado vota nesta semana um Projeto de Lei para regulamentar a telemedicina durante a pandemia do coronavírus.

Com a metodologia, consultas de caráter emergencial podem ser feitas por aplicativos que permitem a ligação em vídeo. A intenção é proteger médicos e pacientes do contágio e desafogar o sistema de saúde.

A liberação da prática já movimenta o mercado e muitas empresas se organizam para oferecer o serviço. Defensor da prática, o cirurgião Luiz Fernando Lobo ressalta um ponto positivo do atendimento à distância.

“Eu tenho um prontuário eletrônico, ele disponibilizado por uma empresa vai facilitar que eu mantenha um contato direto e possa ver o tempo todo o contato que tenho com cada um dos pacientes.”

Alguns críticos temem que a prática deixe o atendimento médico impessoal. Entretanto, o médico e fundador do Instituto Horas da Vida, João Paulo Nogueira, diz que a telemedicina não vai substituir a interação humana.

“E nesse momento ela vai fazer a diferença para poder acolher e solucionar a dúvida da maneira de forma mais simples. Mas não podemos perder a humanização, porque ela não depende da telemedicina.”

Pacientes em tratamento com doenças crônicas poderão ser consultados remotamente.

O diretor de marketing e atendimento ao cliente do Doutor Consulta, Renato Pelissaro, ressalta, porém, que nem todas as especialidades conseguem atender desta forma.

” A gente apresenta quais são as situações que conseguem ser atendidas por videoconferência. Então se durante o atendimento o médico entender que aquele caso requer uma consulta presencial, ele direciona.”

A telemedicina foi reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina em 2002, mas até a chegada do coronavírus no Brasil, só podia ser aplicada em alguns casos.

A especialista em Direito Médico, Fernanda Zucare, chama atenção para aspectos legais da prática. “O médico deve sempre solicitar um termo de consentimento, informando de forma clara e transparente que o atendimento será feito por tele consulta, que ele entendeu e passou todas as informações.”

Caberá ao Conselho Federal de Medicina regulamentar a telemedicina para além da pandemia de coronavírus.

*Com informações da repórter Nanny Cox

https://ift.tt/3asjypK https://ift.tt/2JnUJPM

Diferença de tom entre Bolsonaro, Guedes e Mandetta sobre coronavírus confunde

A diferença de tom no discurso do presidente Jair Bolsonaro e da equipe do Ministério da Saúde foi reforçada no fim de semana. O chefe do Executivo mantem a posição contraria ao isolamento social promovido por governadores e prefeitos — defendendo que o comercio considerado não essencial volte a funcionar normalmente.

Bolsonaro aproveitou o domingo (30) para dar uma volta em cidades satélites do Distrito Federal, contrariando as recomendações da OMS.

Em Ceilândia, parou para tirar selfies com apoiadores provocando pequenas aglomerações. Em Taguatinga, conversou com um vendedor ambulante, voltou a criticar a paralisação da economia e ressaltou o uso da cloroquina para tratar pacientes infectados pelo novo coronavírus.

O presidente também foi ao Hospital das Forças Armadas, de acordo com ele para observar o fluxo das pessoas no local. Na volta ao Palácio, Bolsonaro disse que pensa em editar um decreto para que todas as profissões voltem a trabalhar.

As diferenças no combate ao corona aparecem dentro do próprio Planalto. Em entrevisto ao jornal Folha de S. Paulo, o vice-presidente Hamilton Mourão disse que está havendo uma falta de coordenação das ações entre o governo federal e os estados.

Já para o ministro da Economia, Paulo Guedes, se o isolamento não funcionar em dois meses vai ter que liberar porque a economia não pode parar. Guedes também afirmou que, como economista, gostaria que a produção voltasse rapidamente. Mas, como cidadão, quer ficar em casa e manter o isolamento.

Segundo o presidente Jair Bolsonaro, vale a palavra dele. “O resto é fofoca”, disse.

No fim de semana, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, reforçou a preocupação de Bolsonaro em proteger a economia dos impactos da pandemia. Por outro lado, ele fez críticas a carreatas que aconteceram pedindo a volta do comercio.

Nas palavras do ministro, os que hoje fazem carreata serão os mesmos que ficarão em casa daqui duas ou três semanas. Mandetta também defendeu o distanciamento social para que o sistema de saúde tenha tempo de se preparar para a demanda de pacientes.

De acordo com o ministro, o Ministério também busca um consenso entre governo, estados e municípios sobre quais medidas tomar contra o coronavírus. Ele pretende se reunir nesta semana com secretários estaduais de Saúde em busca de um lugar comum.

Ele já classificou como desarrumada a forma como as medidas foram tomadas até o momento.

*Com informações do repórter Levy Guimarães

https://ift.tt/3btCxjY https://ift.tt/2QVmRhn

Em tempos de pandemia, Brasília está vazia com avanço do coronavírus

Em Brasília, escolas, comércios, bares e restaurantes deverão permanecer fechados até o dia 5 de abril. As escolas já estão fechadas há 18 dias, período que será considerado férias na rede pública.

Praticamente supermercados, padarias e farmácias podem continuar funcionando. Na sexta-feira, o governador do DF, Ibaneis Rocha, autorizou a volta do funcionamento em casas lotéricas, correspondentes bancários, lojas de conveniência e mini mercados em postos de combustíveis. Os restaurantes só podem trabalhar com entregas.

Nas ruas, a movimentação diminua a cada dia. A determinação do governo local foi que academias, clubes e parques também permaneçam fechados.

Na última semana, por causa da vacinação contra a gripe, muitos idosos saíram às ruas. Mas no geral o cenário é muito parecido na cidade inteira. Os brasilienses realmente adotaram ao isolamento pelo avanço do coronavírus.

Os tribunais e prédios públicos estão vazios, só continuam trabalhando terceirizados que cuidam da manutenção e limpeza.

Quem aderiu ao home office admite que só sai de casa quando falta alguma coisa, como explica Demerval Aires. “Tenho procurado me tranquilizar e ter paciência. Graças a Deus estou tendo trabalho pela internet.”

Entre os idosos com mais de 60 anos a reclamação é grande, principalmente pelo isolamento, como afirma Manuel Filho. “Não pode ver os amigos. É tudo via internet, via telefone. Passa o dia em casa, apartamento é pequeno, não tem muito espaço.”

Em Brasília, até mesmo a rodoviária estadual permanece fechada. A informação é que as viagens só serão retomadas depois do dia 1 de abril. Valquíria Neves admite que o cenário chega a ser triste. “Ver a rodoviária toda fechada, aqui é sempre uma muvuca né. Metrô vazio, ônibus vazio, não estou em Brasília.”

A Esplanada, mesmos vazia, é onde existe a maior movimentação de veículos. No entanto, após o pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro favorável à retomada das atividades, já é possível ver maior movimentação no local, inclusive de apoiadores do presidente.

*Com informações da repórter Luciana Verdolin

https://ift.tt/2UtBieN https://ift.tt/33ZXnor

Projeto obriga empresas bilionárias a emprestarem dinheiro para gastos com pandemia

A Câmara dos Deputados pode votar nas próximas semanas uma PL que institui o empréstimo compulsório para o governo. A proposta garante que o dinheiro seja utilizado exclusivamente para as despesas urgentes causadas pela situação de calamidade decretada por conta do novo coronavírus.

Segundo o texto, podem ser obrigadas a emprestar dinheiro ao Estado as corporações domiciliadas no pais com patrimônio liquido igual ou superior a R$ 1 bilhão na data de publicação da futura lei.

O governo poderá cobrar dessas empresas até 10% do lucro liquido apurado no ano passado. Caso esse montante ultrapasse R$ 1 milhão, o empréstimo poderá ser feito em ate 3 parcelas mensais e sucessivas.

Os valores devem ser pagos em até 30 dias após a publicação da nova legislação caso aprovada. No caso das empresas que não liberarem o dinheiro neste período, o valor do empréstimo que sera estipulado pelo Ministério da Economia será acrescido de juros e mora — que podem chegar a 30%.

Do outro lado, o governo fica obrigado a devolver o dinheiro em atá quatro anos, a contar a partir do fim do decreto de calamidade pública. A restituição pode ser paga em ate 12 parcelas mensais e sucessivas.

É bom lembrar que o artigo 148 da Constituição prevê a possibilidade de se instituir, mediante Lei Complementar, empréstimos compulsórios para custear despesas extraordinárias em cenários de calamidade publica.

*Com informações do repórter Antônio Maldonado

https://ift.tt/39u1eLR https://ift.tt/2yetSn2

Vitais para infectados pelo coronavírus em estado grave, respiradores têm alta de preço expressiva

Os preços dos insumos médicos necessários para o combate ao novo coronavírus não param de subir e preocupam médicos e autoridades. Um exemplo assustador são os respiradores, fundamentais para garantir a sobrevivência de pacientes em estado grave.

Em alguns casos, os valores mais que dobraram, impossibilitando até doações desses equipamentos para alguns hospitais que não tem condições de comprar as máquinas.

De acordo com uma pesquisa realizada entre os 122 hospitais membros da Associação Nacional de Hospitais Privados, insumos como máscaras, luvas cirúrgicas, aventais e álcool gel subiram, em média, 500% em março.

A Federação dos Hospitais apurou uma escalada de preços ainda maior, entre 100% e 3.000%.

O presidente da Federação dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo, Yussif Ali Mere Jr, afirma que uma unidade de 470 ml de álcool gel, que antes custava pouco menos de R$ 6, agora está saindo por mais de R$ 20.

Segundo o diretor executivo do Procon, Fernando Capez, os fornecedores podem ser multados pelo aumento. Capez ressalta que o Procon está trabalhando no limite da capacidade e, por isso, pede que os consumidores ajudem a denunciar preços abusivos.

*Com informações da repórter Beatriz Manfredini

https://ift.tt/2wLhQ48 https://ift.tt/3bCodps

E-commerce ganha força com isolamento e atrai novos compradores

O gerente de vendas Wagner de Salles Lopes, de 61 anos, viu a rotina mudar quando o isolamento domiciliar virou realidade como a medida mais efetiva para combater a transmissão do novo coronavírus.

Em vez de sair de casa para comprar produtos básicos, como alimentos, itens de higiene e remédios, Wagner apostou nas compras online para não precisar se expor ao risco. Ele conta que não tinha o hábito de comprar pela internet, mas teve que se adaptar.

Assim como Wagner, a jornalista Thuany Motta, de 29 anos, teve que recorrer à internet para comprar um celular novo. Ela diz que prefere comprar em lojas físicas, mas teve que apelar ao parcelamento no cartão de crédito.

Segundo André Dias, diretor-executivo do Compre&Confie, empresa que monitora em tempo real todas as vendas do comércio eletrônico brasileiro, o mercado online começou a crescer de forma acelerada após a confirmação dos primeiros casos de coronavírus no Brasil.

No último mês, o setor farmacêutico, por exemplo, viu as vendas dispararem no e-commerce, ainda que as lojas físicas continuem abertas. A Raia Drogasil, uma das maiores redes de farmácias da América Latina, chegou a vender pela internet 3 vezes mais em comparação ao período anterior à pandemia.

Outros serviços

Serviços de apoio psicológico à distância também têm sido muito procurados durante o período de quarentena. A Telavita, plataforma de psicoterapia online, percebeu um aumento de quase 300% na busca de empresas que querem oferecer consultas remotas aos colaboradores.

A movimentação de usuários no site também aumentou 35% no mês de março. Segundo a psicóloga e fundadora da empresa, Milene Rosenthal, procurar por ajuda profissional neste momento faz toda a diferença.

Além de serviços alimentícios e de saúde, outros setores também apostam cada vez mais no e-commerce para manter as lojas funcionando durante esse período. O grupo Brascol, maiores atacadistas no segmento infanto-juvenil na América Latina, por exemplo, está oferecendo descontos especiais aos lojistas e a possibilidade de comprar pelo WhatsApp.

Para o superintendente, Antônio Almeida, a criatividade pode ser uma saída para enfrentar a crise econômica causada pela pandemia. Antônio ressalta que, além dos negócios, o mais importante agora é priorizar a saúde dos funcionários.

*Com informações da repórter Letícia Santini

https://ift.tt/33UQZ1P https://ift.tt/2WAuhZm