segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Ex-médico condenado por estupro, Roger Abdelmassih deve voltar para prisão nos próximos dias

O final de semana foi movimentado em frente ao prédio onde mora o ex médico, no bairro dos Jardins, área nobre da capital paulista. Isso porque na sexta-feira, 28, a Justiça de São Paulo revogou a prisão domiciliar de Abdelmassih. O ex-médico foi condenado a mais de 170 anos de prisão pelo estupro de 56 pacientes. Ele estava em prisão domiciliar por causa da pandemia da Covid-19, por ser considerado grupo de risco por ter 76 anos e enfrentar outros problemas de saúde. A decisão, assinada pelo desembargador José Raul Gavião de Almeida, atende um recurso do Ministério Público paulista. O juiz alegou que o problema no coração vivido pelo ex-médico “é o mesmo para qualquer um que tenha uma cardiopatia desta natureza, dentro ou fora do sistema prisional” e que outras questões de saúde apontadas pela defesa podem ser tratadas dentro da unidade prisional.

Prisão domiciliar

A Justiça havia autorizado, em abril, que o ex-médico deixasse a Penitenciária Dr. José Augusto César Salgado. O pedido foi feito pela esposa e advogada do ex-médico, Larissa Maria Sacco Abdelmassih, alegando que ele fazia parte do grupo de risco para Covid-19 por causa da idade e dos problemas de saúde preexistentes. À época, o MP já havia se manifestado contra o pedido. Segundo a juíza Sueli Zeraik, o preso possuía bom comportamento, sem registro de infração disciplinar apesar da “longuíssima pena imposta”, escreveu. Ele foi liberado sem a exigência de tornozeleiras eletrônicas por falta de aparelhos disponíveis.

*Com informações do repórter Leonardo Martins

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Após tensão entre policiais militares e civis, gestão Doria deve anunciar novo protocolo de abordagens

A Secretaria da Segurança Pública deve anunciar nesta semana um novo protocolo de abordagem entre policiais. O trabalho, finalizado neste final de semana, foi criado depois que policiais civis registraram uma onda de “esculachos” ao serem abordados por policiais militares. A tensão interna entre a Polícia Militar e a Polícia Civil é antiga, mas ganhou força depois que três policiais militares morreram durante abordagem a um homem que usava uma identidade falsa de policial civil na zona oeste da capital. O crime ficou mais dramático porque aconteceu em pleno dia dos pais, no dia 8 de agosto, e dois PMs assassinados tinham esposas que estavam grávidas.

Segundo levantamento realizado junto a policiais civis pelo deputado estadual Bruno Lima, que é delegado de polícia, foram seis abordagens agressivas na última semana. Um vídeo de uma das abordagens na Cidade Dutra, na zona sul da capital, registra dois policiais da Divecar, delegacia especializada na repressão a roubo e furto de veículos, cercados por dez policiais militares, alguns com armas em punho, que exigiam a identificação de todos. O Presidente da Associação dos Delegados de Polícia, Gustavo Mesquita, sugere que o governo estadual renove as carteiras funcionais dos agentes. Já a presidente do Sindicado dos Delegados de Polícia de São Paulo, Raquel Gallinatti, disse que a abordagem padrão vai evitar novos conflitos. “O nosso objetivo é que conflitos sejam evitados entre policiais militares e civis, que estão em serviço e tem a missão de combater a criminalidade”, explica. Ainda segundo o sindicato, as duas forças policiais estavam em risco iminente de confronto.

*Com informações do repórter Leonardo Martins

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Hélice eólica esmaga carro e mata duas pessoas no Ceará

Duas pessoas morreram em um acidente entre um carro e uma carreta que transportava uma hélice eólica na manhã do domingo, 30, na cidade de Parambu, no Ceará, distante 406 quilômetros da capital, Fortaleza. O equipamento, que tem mais de 30 metros de comprimento, esmagou o veículo que passava no quilômetro 47 da BR-020, no trecho de uma ponte que passa por cima do rio Ujuí. Vídeos do acidente mostram que a carreta perdeu o controle, entrou na faixa contrária e ficou pendurada para fora da ponte. Uma parte da pá da hélice, então, espremeu o carro contra o acostamento. O trecho chegou a ficar totalmente interditado. A Polícia Rodoviária Federal afirmou que não há informações sobre a causa do acidente. As duas vítimas ainda não foram identificadas.

*Com informações do repórter Leonardo Martins

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Bradesco tem o maior lucro da América Latina no 1º semestre e supera o Itaú

O Bradesco superou o Itaú Unibanco e chegou ao topo da lista das companhias abertas com os maiores lucros na América Latina. Segundo levantamento realizado pela empresa de dados financeiros Economatica, o Bradesco fechou o semestre com lucro líquido de US$ 1,257 bilhão. Já o Itaú Unibanco, segundo colocado, teve ganho de US$ 1,246 bilhão. A pesquisa incluiu 582 empresas de diferentes setores que divulgaram os balanços do segundo trimestre, para compor o resultado semestral, até o dia 21. O levantamento levou em conta o lucro contábil atribuído aos acionistas, usado como base para distribuição de dividendos, e deixou de fora a parcela do resultado que vai só para os minoritários das subsidiárias.

Embora tenha perdido a liderança no ranking de lucro líquido, o Itaú Unibanco teve uma lucratividade maior que a do Bradesco. Segundo a pesquisa, o lucro líquido do Itaú representou 5,4% do patrimônio líquido ante 5,1% do Bradesco. Isso foi possível, mesmo com um lucro menor, porque o patrimônio do Itaú tem sido inferior ao do Bradesco desde o primeiro trimestre de 2019.

*Com informações do repórter Victor Brown

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Metrô de SP rompe contrato para obras da Linha 17-Ouro do monotrilho

O Metrô de São Paulo anunciou, neste final de semana, mais um rompimento de mais um contrato para as obras da Linha 17-Ouro do monotrilho. A decisão deve atrasar ainda mais a entrega da obra que estava prometida para a Copa de 2014. A informação foi publicada no sábado, 29, no Diário Oficial de São Paulo. O metrô informou que fará nova licitação. Em outubro de 2019, após outro consórcio ser afastado por descumprimento de prazos, a empresa Constran Internacional Construções venceu a licitação. Ela ficou com a missão de implantar o futuro pátio Água Espraiada, e as estações Congonhas, Brooklin, Jardim Aeroporto, Vereador José Diniz, Campo Belo, Vila Cordeiro e Chucri Zaidan. Além disso, a empresa ficou encarregada de fazer o recapeamento e a ciclovia da Avenida Jornalista Roberto Marinho.

As concorrentes do edital, Coesa Engenharia Ltda. e Consórcio Paulitec-Sacyr, recorreram da escolha, mas a decisão foi mantida pelo Metrô. No dia 20 de julho, o Tribunal de Justiça decidiu afastar a Constran em primeira instância atendendo a uma ação movida pela empresa Coesa, que insistiu que havia irregularidades na contratação. A Constran recorreu, mas a Justiça manteve a decisão em segunda instância, por isso o comunicado do Metrô neste final de semana. Na semana passada, o Metrô anunciou que haverá uma nova licitação para definir uma empresa ou consórcio para estes serviços.

*Com informações do repórter Victor Moraes

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Endividamento dos brasileiros atingiu 67,1% em junho; maior índice desde janeiro de 2010

Moradora de Vila Nova Cachoerinha, localizada na Zona Norte de São Paulo, Elizangela Pedroso de Freitas tem 41 anos, trabalhava como representante comercial, mas acabou demitida em maio por causa da pandemia da Covid-19. Sem renda, ela acumulou dívidas, não pagou o cartão de crédito e agora tenta negociar com o banco. Bacharel em direito, Elizangela teve que cancelar o curso preparatório para a prova que iria realizar da OAB. Quem está pagando as contas de casa é o pai dela, que é aposentado. A mãe, até hoje, não conseguiu se aposentar e também está sem renda. Ela conta que está participando de alguns processos seletivos e que precisou abrir mão de alguns hábitos do passado. “Eu pagava todas as contas de casa, como trabalha como freelancer quando eu saí não tive direito nenhum, então a situação ficou muito difícil. Toda mulher gosta de sair, comprar, hoje eu não faço mais isso”, afirma. Na mesma situação que a Elizangela, Beatriz Ribeiro também depende da aposentadoria da mãe para pagar as contas de casa e o sustento da família. A cantora de 38 anos conta que enfrenta dificuldades até pra comprar alguns alimentos básicos que tiveram um aumento no preço. “Principalmente o preço do arroz, a gente conseguia encontrar por R$ 8, hoje está na faixa de R$ 17. Então tem impactado muito grande na minha família, só a minha mãe que é aposentada e que está segurando [a renda familiar]”, diz.

A crise afetou milhões de brasileiros, fato é que o endividamento atingiu 67% em junho, em relação ao total de famílias, o maior índice desde janeiro de 2010. É o que aponta a Pesquisa de Endividamento do Consumidor, da Confederação Nacional do Comércio. O presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros,Reinaldo Domingos, diz que é importante que a pessoa endividada crie hábitos saudáveis e proporcione o equilíbrio com escolhas conscientes. “Vamos olhar o que ela estava ganhando e como estava gastando. Esse é o momento de operação de guerra, guerra contra todos os gastos. É preciso mobilizar a família e mostrar que a situação financeira não é mais como era antes”, explica. Antes da pandemia, 60 milhões de brasileiros estavam inadimplentes. Atualmente, esse número passou pra 90 milhões de pessoas.

*Com informações do repórter Victor Moraes

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Setor da construção classifica como positivo programa ‘Casa Verde e Amarela’, mas defende redução dos juros

O setor da construção classifica como positivo o programa “Casa Verde e Amarela”, mas defende redução dos juros em todo o Brasil. As taxas serão cortadas para famílias com renda mensal de dois mil reais, principalmente as do Norte e do Nordeste. A medida provisória foi enviada ao Congresso Nacional que agora vai discutir detalhes da proposta. Nas outras faixas de ganhos, os critérios do antigo “Minha Casa Minha Vida” continuam praticamente os mesmos. As construtoras, por exemplo, esperavam que a queda de juros fosse igual para todos os empreendimentos no país. O vice-presidente do Sindicato da habitação de São Paulo, Rodrigo Luna, avalia que, apesar das limitações, o programa é necessário, apontando que o déficit habitacional precisa ser atacado. Já o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil de São Paulo, Odair Senra, considera positiva a criação do programa.

“O novo programa preserva uma arquitetura financeira vitoriosa para o acesso de cidadãos de menor renda a uma moradia digna. Ele continuará viabilizando a oferta de habitação popular mediante a concessão de subsídios e a contratação de financiamentos ajustados de acordo com a renda de cada família”, afirma. Falando à Jovem Pan, o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, declarou que o esforço é para reduzir os juros. “O que nós estamos propondo agora é que haja uma redução da taxa de juros para 4,25% para o Nordeste e de 4,5% para outras regiões do país”, explica. O ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, reitera que diminuir a inadimplência é outro objetivo do programa. No começo de 2021, o governo pretende fazer mutirões para quem tem prestações em atraso do “Minha Casa Minha Vida”.

*Com informações da repórter

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