sábado, 31 de outubro de 2020

Trump e Biden renovam ataques e acusações em comícios

Na última sexta-feira (30) antes das eleições norte-americanas, Joe Biden e Donald Trump realizaram campanhas no meio oeste do país, uma das regiões mais afetadas pela guerra comercial dos Estados Unidos com a China. O tom dos discursos, porém, se repetiu, marcado por trocas de acusações. Trump reforçou a retórica de que não está concorrendo apenas contra Biden, mas também contra o que classificou de “mídia de esquerda e os grandes gigantes da tecnologia”.

O republicano ainda garantiu que a vacina produzida nos Estados Unidos vai erradicar o coronavírus e que a vida normal será retomada rapidamente. Segundo ele, os idosos terão prioridade na imunização. Trump ainda atacou o concorrente, taxando Biden e os democratas de “fracos”. Em Wisconsin, estado que foi palco de intensos protestos contra o racismo, Joe Biden defendeu as manifestações — mas reiterou que devem ser feitas de forma pacífica, sem vandalismo e violência.

O democrata voltou a criticar a forma com que Donald Trump conduziu a pandemia. Ele também disse que o atual presidente “desperdiçou” a economia que o antecessor Barack Obama deixou e o acusou de promover a discórdia entre os americanos — frisando que, nesse momento, o país precisa de um mandatário que seja capaz de unir a população. Em meio as viagens e comícios dos candidatos, os EUA bateram um novo recorde diário de casos de Covid-19. Segundo a Universidade Johns Hopkins, foram mais de 97 mil casos. Com isso, o país ultrapassou os 9 milhões de infectados.

*Com informações da repórter Camila Yunes

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Sobre CoronaVac, Bolsonaro rebate Mourão: ‘Caneta BIC é minha’

Após o vice-presidente Hamilton Mourão garantir que o governo vai comprar a CoronaVac, Jair Bolsonaro rebateu e disse: “a caneta Bic é minha”. A manifestação do presidente foi dada ao Portal R7 nesta sexta-feira (30). Mais cedo, Mourão disse à Veja, que “é lógico” que o governo comprará o imunizante desenvolvido pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan. Segundo ele, a questão é briga política com o governador de São Paulo, João Doria.

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, chegou a dizer que o governo iria adquirir o imunizante, mas depois voltou atrás. Bolsonaro tem afirmado que não fará investimento em uma vacina que não foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, o Fórum dos Governadores está articulando uma reunião para discutir vacinas com Organização Pan-Americana da Saúde e a regional da OMS para as Américas.

*Com informações do repórter Afonso Marangoni

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Tereza Cristina vai prestar informações ao Senado sobre pecuária no Pantanal

Comissão Externa do Senado aprova convocação da ministra da Agricultura para explicar a evolução do rebanho bovino no Pantanal. Os parlamentares querem que Tereza Cristina detalhe a situação em municípios do Mato Grosso nos últimos 30 anos. A preocupação envolve cinco cidades: Barão de Melgaço, Cárceres, Poconé, Nossa Senhora do Livramento e Santo Antônio de Leverger. O requerimento foi apresentado pelo presidente da Comissão, senador Wellington Fagundes, que cobra transparência. No início do outubro, a ministra Tereza Cristina esteve na comissão, presidida por Wellington Fagundes, e declarou que o boi era o “bombeiro do Pantanal”.

Nesta sexta-feira (30), o diretor da Agência Nacional de Mineração, Eduardo Leão, defendeu que as empresas locais sejam obrigadas a adotar compensações ao meio ambiente. Eduardo Leão avalia ainda que o garimpo no Pantanal deveria ser restringido.  Já o diretor de Política Agrícola da Companhia Nacional de Abastecimento, Sergio de Zen, defende a ampliação de investimentos.  Zen, é favorável a tese do “boi bombeiro”, em que o gado ajuda a consumir o pasto. De acordo com o Inpe, o Pantanal tem mais de 2.800 focos ativos de incêndios, apesar do aumento das condições de chuva das últimas semanas.

*Com informações do repórter Levy Guimarães

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Governo já gastou R$ 615 bilhões para conter a Covid-19

Nos últimos 6 meses, os gastos do governo federal com a Covid-19 ficaram na marca dos R$ 615 bilhões. Só com a suspensão das dívidas de estados e municípios o governo gastou R$ 190 bilhões. O secretário de Fazenda, Waldery Rodrigues, avalia que, por conta das ações do governo para fazer frente aos aspectos econômicos da pandemia, houve queda de apenas 0,7% na arrecadação agora de 2020. Reforçando o discurso do ministro da Economia, Paulo Guedes, o secretário garante que já existe sinal de recuperação econômica forte.

Segundo ele, o fundo do poço teria sido em maio — e agora os dados mostram resultados bastante positivos. A tal da recuperação em V, tão falada por Guedes, segundo o secretário, já é sentida no comércio, na indústria e na construção. O problema hoje se concentra no setor de serviços que, de acordo com ele, deve se recuperar até o fim do ano. O Tribunal de Contas da União (TCU) cobra da área econômica a definição de uma meta fiscal para 2021 que não foi especificada na LDO em discussão no Congresso Nacional.

O secretário admite dificuldade e que o governo quer esperar mais um pouco antes de falar em novas metas. Por isso, Waldery explica que é necessário avançar na questão das reformas. Ele listou 10 metas do governo para tentar contornar os problemas causados pela pandemia. Rodrigues lembra também que é preciso ter em mente que haverá uma pós pandemia — e por isso, a economia brasileira precisa estar preparada.

O secretário voltou a afirmar que o governo não trabalha com a prorrogação de gastos assistenciais além de dezembro. Segundo ele, as medidas deverão se restringir a 2020. Ao ser perguntado sobre a possibilidade de ampliação do número de parcelas do seguro desemprego para quem foi demitido durante a pandemia. o secretário disse que a questão está sendo discutida dentro do Codefat, o Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador. Na sexta-feira (30), teria uma reunião em Brasília para discutir o assunto. Por conta do ponto facultativa do Dia do Servidor Público, foi remarcada para a semana que vem.

*Com informações da repórter Luciana Verdolin

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Banco Mundial libera empréstimo de US$ 1 bilhão para ampliar a abrangência do Bolsa Família

O Banco Mundial liberou um empréstimo de US$ 1 bilhão para que o Brasil possa ampliar a abrangência do programa Bolsa Família. A expectativa da instituição é que cerca de 3 milhões de pessoas, incluindo mulheres, crianças e jovens, indígenas e outras minorias, sejam beneficiadas por meio do financiamento de transferência de renda. A medida faz parte de um projeto que vem sendo desenvolvido pelo Banco para garantir assistência à pessoas que tiveram a renda afetada pela pandemia da Covid-19.

Ao todo, a instituição disponibilizou mais de US$ 160 bilhões em apoio financeiro para ajudar mais de 100 países. No caso do Brasil, segundo o Banco, a incerteza sobre a trajetória da pandemia e a perspectiva de aumento da pobreza tornam cruciais a expansão do Bolsa Família e a proteção dos mais pobres. A avaliação é que a transferência condicional de renda se fará necessária, também, para garantir a volta a normalidade, já que pode incentivar as famílias a procurarem os serviços de saúde e a garantir que as crianças e jovens voltem às aulas quando as escolas forem reabertas.

De acordo com a instituição financeira, antes da pandemia, aproximadamente 13 milhões de famílias estavam cadastradas no Bolsa Família. O empréstimo deve impactar mais cerca de 1,2 milhão de lares, o que corresponderia à 3 milhões de pessoas. Como contrapartida, uma vez cadastradas no programa, as famílias beneficiárias deverão assegurar a frequência escolar das crianças filhos e a realização dos exames médicos de rotina.

O Banco Mundial vai oferecer assistência técnica ao Ministério da Cidadania, em coordenação com outros doadores bilaterais, para avaliar os impactos potenciais das mudanças e ajudar as famílias beneficiárias a contribuírem para a recuperação econômica. A ideia é reunir as lições aprendidas sobre os programas de proteção social emergenciais no Brasil e no mundo. O empréstimo tem garantia da União e poderá ser pago em pouco mais de 7 anos.

*Com informações do repórter Antônio Maldonado

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Abraham Weintraub é reeleito diretor-executivo do Banco Mundial

O ex-ministro da Educação Abraham Weintraub foi reeleito diretor-executivo do conselho do Banco Mundial. Segundo o Banco Mundial, Weintraub representará na instituição o Brasil, Colômbia, República Dominicana, Equador, Haiti, Panamá, Filipinas, Suriname e Trinidad e Tobago. A sede do órgão fica em Washington, nos Estados Unidos. Weintraub deixou o MEC em junho em meio a uma série de polêmicas. Ele é alvo de dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal.

Um, diz respeito à reunião ministerial de 22 de abril em que Weintraub pediu que os ministros da Corte do país fossem presos. Ele também é investigado em um inquérito que apura declarações racistas contra chineses. Em junho, quando surgiu a indicação do ex-ministro, a associação de funcionários do Banco Mundial emitiu uma carta aberta ao comitê de ética da instituição pedindo que a nomeação fosse suspensa. O mandato de Weintraub começa a partir deste domingo (1º) com duração de dois anos.

*Com informações do repórter Leonardo Martins

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sexta-feira, 30 de outubro de 2020

Boris Johnson estuda novo lockdown após aumento de casos de Covid-19 na Inglaterra

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, estuda decretar um novo confinamento nacional na semana que vem devido ao alarmante aumento de casos de Covid-19 nos últimos dias, segundo o jornal “The Times”. Johnson se reuniu nesta sexta-feira, 30, com o gabinete de crise, que inclui os ministros da Saúde, Matt Hancock; das Finanças, Rishi Sunak; e de Gabinete, Michael Gove, para discutir os últimos números e para considerar o endurecimento das restrições. De acordo com os últimos dados divulgados nesta sexta pelo Escritório Nacional de Estatísticas, cerca de 570 mil pessoas testaram positivo para Covid-19 em todo o país somente na semana passada.

De acordo com “The Times”, o chefe de governo concederá uma entrevista coletiva na segunda-feira para anunciar as novas medidas que, em princípio, envolverão uma interrupção geral das atividades, exceto para lojas que vendem produtos essenciais e instituições de ensino. Este fechamento começará já na segunda e durará até o dia 1º de dezembro. Entretanto, fontes consultadas pelo jornal indicam que ainda não foi tomada uma decisão final sobre o escopo das novas restrições.

O governo britânico, de acordo com estes relatórios, decidiu mudar a abordagem tendo em vista o fato de que os números excedem até mesmo o pior cenário previsto, como foi revelado hoje a partir de uma advertência emitida há duas semanas ao governo pelo comitê científico que o assessora sobre a epidemia. Espera-se, portanto, que Johnson desista da contenção regional implementada recentemente, que classificou territórios com um sistema de semáforo que determinou as restrições.

A intenção do primeiro-ministro era manter os três níveis (médio, alto ou muito alto) dependendo da circulação do vírus, mas, nos últimos dias, Johnson observou que as autoridades do País de Gales – com poderes na área da saúde – decidiram impor um confinamento, assim como os países vizinhos, como a França.

*Com informações da EFE

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