sábado, 30 de maio de 2020

EUA: Manifestantes protestam contra a morte de George Floyd

Milhares de manifestantes protestaram nesta sexta-feira (30) em algumas das maiores cidades dos Estados Unidos, como Nova York, Washington e Atlanta, contra a morte de George Floyd, um homem negro assassinado por Derek Chauvin, um policial branco que se ajoelhou sobre o pescoço dele por pelo menos sete minutos na última segunda-feira em Minneapolis.

Vários desses protestos tiveram confrontos e atos violentos. No centro de Atlanta, perto da sede da rede de televisão “CNN”, grupos quebraram vitrines de lojas, e a polícia respondeu com bombas de gás lacrimogêneo. Algumas pessoas jogaram pedras no prédio da emissora e, em meio à confusão, viaturas policiais que estavam estacionadas também foram alvo, sendo que pelo menos duas foram incendiadas.

Em Washington, uma manifestação que começou pacificamente acabou em confronto com policiais e agentes do Serviço Secreto em frente à Casa Branca. Pelo menos dois dos participantes foram presos. Em mais de uma ocasião, os manifestantes derrubaram algumas das barricadas montadas do lado de fora do complexo da residência presidencial, o que gerou momentos de tensão.

Também foram relatados confrontos no distrito do Brooklyn, em Nova York; em Charlotte, no estado da Carolina do Norte, e em Houston, no Texas, entre outras cidades.

Na região metropolitana de Minneapolis e Saint Paul, onde ocorreram incidentes violentos nas últimas três noites, centenas de manifestantes bloquearam uma ponte central que liga as duas cidades para retomarem os protestos, apesar do toque de recolher que vem ocorrendo desde o anoitecer e durante todo o fim de semana. Nas últimas três madrugadas, essas manifestações resultaram em saques, incêndios de viaturas e confrontos com policiais.

Alguns grupos, de punhos erguidos, se reuniram em frente ao prédio da sede da polícia do Terceiro Distrito, no sudeste de Minneapolis, que foi incendiado nos protestos de quinta-feira à noite, gritando “não podem prender todos nós”.

“Não consigo respirar”

A origem dos protestos foi a morte de George Floyd, de 46 anos, na segunda-feira, quando foi rendido por policiais depois de ser preso sob suspeita de tentar usar uma nota falsa de US$ 20 em um mercado.

Imagens gravadas por pedestres que testemunharam a ação policial mostram Derek Chauvin, um dos quatro agentes envolvidos na prisão — e que depois foi expulso da corporação e preso — pressionando com o joelho o pescoço de Floyd, que estava deitado no chão, por ao menos sete minutos, ignorando seus apelos de que não conseguia respirar.

“Por favor, por favor, por favor, eu não consigo respirar, por favor”, suplicou Floyd enquanto agonizava.

Chauvin foi acusado formalmente de homicídio em terceiro grau e homicídio culposo pelo procurador do condado de Hennepin, Mike Freeman.

* Com EFE

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Rio quer que iniciativa privada administre hospitais de campanha

O governo do Rio de Janeiro anunciou nesta sexta-feira (29) a intenção de passar para um consórcio privado a administração dos hospitais de campanha do estado. A organização social Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde (Iabas), responsável pela construção e gerência de todos os hospitais, ficaria apenas com o do Maracanã, que está funcionando, e precisaria concluir os seis restantes.

O governador Wilson Witzel informou a decisão a representantes do Iabas em uma reunião que contou com a presença dos secretários estaduais de Saúde, Fernando Ferry, e de Infraestrutura e Obras, Bruno Kazuhiro; e de representantes da Associação de Hospitais do Estado do Rio de Janeiro e do Sindicato dos Hospitais do Rio.

Na próxima segunda-feira (1º), o procurador-geral do estado, Marcelo Lopes, será consultado sobre a melhor maneira jurídica para encaminhar a questão.

“Chamamos o Iabas para que eles cedam as unidades a um grupo de empresários e possamos dar continuidade às operações. É mais eficiente colocar cada hospital sob responsabilidade de um grupo empresarial, porque são pessoas experientes em gestão hospitalar, são empresários do ramo”, informou, em nota, Fernando Ferry.

1,8 mil leitos

Os hospitais de campanha estaduais foram anunciados no final de março, quando o estado tinha menos de 1 mil casos confirmados de Covid-19 e 23 mortes. O plano divulgado era abrir 1,8 mil leitos no estado até o fim de abril, a tempo de atender ao período mais crítico de contaminação pela doença.

Desses leitos, 1,4 mil seriam nas estruturas provisórias para as quais foi contratada a administração da organização social (OS) Iabas. A OS é a responsável pelos hospitais de campanha do Maracanã, de Duque de Caxias, de Nova Iguaçu, de São Gonçalo, de Campos dos Goytacazes, de Casimiro de Abreu e de Nova Friburgo.

Irregularidades

Denúncias de irregularidades na contratação, no entanto, levaram ao afastamento do subsecretário-executivo de Saúde, Gabriell Neves, em 11 de abril. Naquela semana, blogs, jornais e TVs publicaram documentos que mostravam um contrato de R$ 835,7 milhões com a Iabas, para a implementação dos sete hospitais de campanha. Segundo as denúncias, a escolha da OS se deu sem seleção pública ou transparência. Os contratos emergenciais fechados por Neves somariam R$ 1 bilhão, já que também incluíam a compra de respiradores, máscaras e testes rápidos.

As suspeitas levaram à prisão dele em 7 de maio, dois dias antes da inauguração do único dos sete hospitais de campanha que está efetivamente funcionando, o do Maracanã. A prisão se deu em uma operação do Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção (Gaecc) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, que apurava suposta obtenção de vantagem na compra de respiradores. Um dia depois, o secretário de Saúde, Edmar Santos, deixou a pasta. Santos, no entanto, foi renomeado pelo governador para o novo cargo de secretário extraordinário de Acompanhamento de Ações Governamentais Integradas da Covid-19. Ontem, ele deixou o governo.

Na semana passada, o governador Wilson Witzel reafirmou que os hospitais de campanha prometidos serão abertos e deu as seguintes datas limites para cada uma das unidades: 27 de maio para São Gonçalo; 29 de maio para Nova Iguaçu; 1º de junho para Duque de Caxias; 7 de junho para Nova Friburgo; 12 de junho para Campos dos Goytacazes; e 18 de junho para Casimiro de Abreu.

Neves, Santos e Witzel estão entre os alvos de mandados de busca e apreensão cumpridos pela Polícia Federal na Operação Placebo. Segundo a Secretaria Estadual de Fazenda, os agentes também foram à sala cofre da sede da Sefaz-RJ, onde está localizada a base de dados do Sistema Integrado de Gestão Orçamentária, Financeira e Contábil do Rio de Janeiro (Siafe-Rio). O sistema tem informações sobre todos os pagamentos que foram efetuados pela Secretaria de Estado de Saúde.

Hospitais de campanha

Além do hospital do Macaranã, há quatro unidades de campanha em funcionamento na capital fluminense. O estado fechou parcerias com a iniciativa privada e conseguiu inaugurar em abril os hospitais de campanha do Leblon-Lagoa, na zona sul, e do Parque dos Atletas, na zona oeste. Além disso, a prefeitura do Rio de Janeiro montou um hospital de campanha no Riocentro, e a Fundação Oswaldo Cruz também construiu uma unidade em seu campus, em Manguinhos.

O atraso no cronograma de entrega dos hospitais de campanha do estado é motivo de preocupação da Secretaria Municipal de Saúde do Rio, cuja rede hospitalar é procurada por moradores de outras cidades da região metropolitana e do interior do estado. Em entrevista coletiva para tratar do enfrentamento do coronavírus, a secretária municipal de Saúde do Rio de Janeiro, Beatriz Busch, disse que o atraso no cronograma estadual “é muito grave para a capacidade de saturação de leitos da prefeitura”.

* Com informações da Agência Brasil

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Governador do Amapá estende bloqueio total por mais 5 dias

O governador do Amapá, Waldez Góes (PDT), estendeu por mais cinco dias o lockdown (isolamento total) vigente no Estado desde o dia 19 de maio. O anúncio foi feito em uma rede social na noite desta quinta-feira. Dessa forma, a população continua com a determinação de permanecer em casa e se deslocar pelas ruas apenas em caso de necessidade de serviços essenciais. Góes acrescentou que o governo já prevê um plano de flexibilização, que vai depender do resultado final das medidas restritivas.

A decisão de estender o isolamento total no Estado veio após “muitas reuniões” com órgãos de controle, como o Ministério Público Federal (MPF), o Ministério Público Estadual e o Poder Judiciário, além de discussões com os prefeitos de todas as cidades. Góes mencionou também que a ampliação do bloqueio total é uma “recomendação da equipe epidemiológica, médica, científica, para não perdermos o que conquistamos nesses dez dias em resultado em termos de saúde pública”.

“Avaliando os resultados desses dez dias de lockdown, principalmente os bons frutos colhidos, a gente quer agradecer muito à população do Estado pela adesão a este isolamento mais rígido socialmente, que significa salvar muitas vidas”, afirmou o governador.

Dados do Ministério da Saúde mostram que o Amapá tem 8.469 ocorrências de coronavírus e 207 mortes.

O lockdown em todo o Amapá segue, assim, até terça-feira, mas Góes afirmou que há perspectiva de apresentar um plano de flexibilização. “Um plano, uma perspectiva, dependendo da avaliação final deste resultado, de iniciarmos alguma flexibilização a partir da sexta (ontem) para que a gente comece aos poucos a voltar à normalidade no Estado do Amapá”, disse.

Ceará e Amazonas

Outros Estados e municípios que decretaram bloqueio mais rígido já preveem o relaxamento das medidas de isolamento. É o caso do Ceará e do Amazonas. O governador do Ceará, Camilo Santana (PT), afirmou que pretende iniciar a abertura da economia no Estado a partir de segunda. Já o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), disse que o comércio reabrirá gradualmente em Manaus. No interior, a decisão deve ficar a critério das prefeituras.

* Com informações do Estadão Conteúdo

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Manifesto assinado por 1,1 mil procuradores cobra MPF independente

Enquanto o presidente Jair Bolsonaro fala em indicar o procurador-geral da República, Augusto Aras, ao Supremo Tribunal Federal (STF) e lhe concede honraria militar, quase 600 procuradores assinaram nesta sexta-feira (29) um manifesto pedindo independência do Ministério Público Federal (MPF). O documento, subscrito por mais da metade dos 1.131 procuradores da República do País, pede a criação de uma emenda constitucional que obrigue o presidente a escolher o chefe do MPF a partir de uma lista tríplice elaborada pela categoria.

Embora essa regra não exista, desde 2003 todos os procuradores-gerais saíram de uma relação de três nomes feita a partir de eleição interna da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR). Bolsonaro quebrou a prática ao indicar Aras, em setembro. Aras vem sendo alvo de críticas internas no MPF por tomar medidas consideradas “pró-governo”, como o pedido, feito na quarta-feira (27), para o Supremo Tribunal Federal (STF) suspender o inquérito das fake news, que atinge políticos, empresários e blogueiros bolsonaristas.

O cortejo de Bolsonaro a Aras já tinha ficado explícito anteontem, quando o presidente afirmou que daria uma eventual vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) ao procurador-geral. Ao classificar a atuação do procurador-geral como “excepcional”, o mandatário disse que “o nome de Augusto Aras entra fortemente”, caso apareça uma terceira vaga — até 2022, os ministros Celso de Mello e Marco Aurélio Mello deixarão a Corte. Nesta sexta-feira, Bolsonaro tentou atenuar a repercussão negativa da declaração e escreveu, em suas redes sociais, que não cogita indicar o procurador-geral para uma dessas duas vagas.

O aceno de Bolsonaro a Aras aumentou o ritmo de adesões ao manifesto dos procuradores da República, lançado no último dia 27 pela ANPR. “Considerando que cabe ao PGR investigar e acusar criminalmente o presidente da República, seria certamente mais adequado, partindo do princípio do fortalecimento institucional e da independência de atuação, que a lista fosse respeitada”, afirma nota da ANPR.

Homenagem

Na manhã desta sexta, 29, Bolsonaro incluiu Aras numa lista de homenageados pela Ordem de Mérito Naval, uma das maiores honrarias militares, concedida a integrantes da Marinha e, excepcionalmente, corporações militares, instituições civis e personalidade que tenham prestados serviços relevantes à Marinha. Segundo publicação no Diário Oficial da União, o procurador receberá a homenagem junto com o ministro da Educação, Abraham Weintraub, que ontem prestou depoimento para explicar por que disse, na reunião ministerial de 22 de abril, que queria prender ministros do Supremo.

Reprovação

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso criticou nesta sexta a possibilidade de procuradores-gerais serem reconduzidos ao cargo ou indicados para outras funções pelo presidente. “A recondução, evidentemente, pode gerar a tentação de agradar. (…) Acho que quem tem que ser independente não pode ser reconduzido, portanto acho que teria que ser um mandato único”, defendeu o ministro, que assumiu, nesta semana, a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Barroso disse ser a favor de uma lista tríplice “vinculante”, ou seja, que torne obrigatória a nomeação de um dos três mais votados.

* Com informações do Estadão Conteúdo

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Educadores apostam na interação família-escola para minimizar desafios do EAD

Ainda que o ensino à distância já tenha se tornado popular no Brasil há alguns anos, principalmente no ensino superior, a pandemia da covid-19 acelerou esse processo em níveis mais básicos da educação.

Diante das incertezas sanitárias, as escolas — da esfera pública e privada — tiveram que se reinventar e adaptar todo o conteúdo letivo para plataformas online. O que para alguns pode ser uma facilidade, para outros é um grande desafio.

A diretora acadêmica da Maple Bear, rede de ensino canadense com unidades no Brasil, Cintia Sant’Anna, destaca que a autonomia dos alunos é fundamental para que o EAD dê certo, principalmente no ensino infantil.

Portanto, o envolvimento da família é essencial para criar o contexto dos estudos e o jovem sentir o impacto da menor maneira possível. O especialista em gestão educacional Renato Casagrande, entretanto, orienta que há um limite.

“O papel do pai e da mãe não é no conteúdo. A escola precisa ter a comunicação acessível e as atividades precisam ser didáticas para que o jovem consiga trabalhar sem a presença dos pais. O papel deles é organizar o ambiente de estudo e permitir um ambiente adequado, além de orientar em relação a disciplina e horários”, diz Renato.

Conforme a idade avança, os desafios passam a ser outros. “A mediação do professor é essencial, porque não estamos replicando o que acontecia em sala de aula. A gente se baseia nos mesmo princípios educacionais, mas com novas estratégias”, destaca a diretora da Maple Bear.

Cíntia ressalta, porém, dificuldades e incertezas. “Na videoconferência, o professor não tem controle da sala como pessoalmente. As provas à distância ainda são um teste, a gente tem que ver a validade dessas entregas porque os alunos não estão em um ambiente 100% controlado.”

Para um possível retorno presencial surge um novo entrave: como impedir os estudantes, que estão há tanto tempo sem se ver, de se abraçarem e compartilharem materiais?

“Eles precisam entender o contexto e a importância do distanciamento social nesse momento, como novas práticas que serão adotadas. Pretendemos ouvir os alunos porque o engajamento deles é essencial para que eles se sintam parte do ‘novo normal’.”

Ensino Superior

A 10º Edição do Mapa do Ensino Superior no Brasil, da Semesp, traz dados importantes do EAD: entre 2009 e 2018, a modalidade cresceu 145% nas faculdades brasileiras. Em relação a 2019, as matrículas EAD registraram aumento de 16,9%.

Para diretor da Trevisan Escola de Negócios, Fernando Trevisan, diante do cenário, o primeiro movimento que as empresas são obrigadas a tomar é acelerar a digitalização. “Não existe mais negócio que se sustente apenas no meio físico.”

De acordo com ele, em momentos de crise, a tendência é que a procura por mais qualificação aumente. Os dados confirmam isso: uma pesquisa da Toluna indica que 43% buscaram cursos online durante a pandemia e 58% apontam o EAD como uma tendência.

Quanto a qualidade, Fernando avalia que ela vai variar, assim como acontece também em cursos presenciais. “Sem dúvida nenhuma o EAD é um dos segmentos que ganha força por conta da pandemia e que pode contribuir para a retomada da economia em um momento pós crise.”

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sexta-feira, 29 de maio de 2020

PF pede ao STF mais 30 dias para conclusão de inquérito sobre interferência de Bolsonaro

A Polícia Federal (PF) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) mais 30 dias para concluir o inquérito que apura a suposta interferência do presidente Jair Bolsonaro no comando da corporação. A informação é do G1.

O pedido foi endereçado ao relator do inquérito, ministro Celso de Mello, que pediu a manifestação do procurador-geral da República, Augusto Aras.

A suposta interferência foi denunciada pelo então ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, ao anunciar sua demissão do cargo. Segundo ele, o presidente queria Alexandre Ramagem no lugar do então diretor-geral da PF, Marcelo Valeixo. A nomeação de Ramagem foi impedida pelo ministro Alexandre de Moraes.

O inquérito foi aberto no STF em abril, após as declarações de Moro do governo. Ao ser ouvido durante depoimento à PF, Moro mencionou a reunião de 22 de abril, onde o presidente teria dado a declaração de que iria interferir na PF.

Na última semana, Celso de Mello retirou o sigilo dos vídeos da reunião ministerial de 22 de abril. Bolsonaro nega interferência na PF e afirma que falou sobre troca em sua segurança pessoal durante a reunião.

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Militar indicado pelo Centrão é nomeado para comando da Funasa

Em nova parceria entre militares e políticos do Centrão, o governo federal trocou o comando da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e nomeou nesta sexta-feira (29) o comandante da Polícia Militar de Minas Gerais, coronel Giovanne Gomes da Silva, para a presidência do órgão.

O nome foi uma indicação do deputado Diego Andrade (PSD-MG), em negociação capitaneada pelo presidente da sigla, o ex-ministro Gilberto Kassab.

A ala militar do Palácio do Planalto, até então crítica à chamada “velha política”, tem negociado a entrada de partidos do bloco no governo. Os acordos, com aval do presidente Jair Bolsonaro, têm sido capitaneados pelo ministro-chefe da Secretaria de Governo e general da ativa, Luiz Eduardo Ramos.

O ministro-chefe da Casa Civil, general Walter Braga Netto, eventualmente participa das conversas que ocorrem dentro do Palácio do Planalto.

O coronel Silva entra no lugar de Marcio Sidney Sousa Cavalcante, exonerado nesta sexta e que estava no posto desde o dia 9 de março. A Funasa é responsável por obras de saneamento básico em todo País. O órgão tem orçamento de R$ 3,13 bilhões para 2020.

Em live nas redes sociais na quinta, Bolsonaro reconheceu que negocia distribuição de cargos com partidos. “A imprensa sempre reclamou de mim que eu não tinha diálogo, que não conseguia atingir a governabilidade. De dois meses para cá eu decidi que tinha que ter uma agenda positiva para o Brasil, e comecei a conversar com os partidos de Centro também. Em nenhum momento nós oferecemos ou eles pediram ministérios, estatais ou bancos oficiais”, disse o presidente.

Além da Funasa, Bolsonaro já entregou o comando do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) ao Progressistas e a secretaria de Mobilidade Urbana do Ministério do Desenvolvimento Regional ao PL.

O PSD integra o Centrão, mas há resistências internas sobre o apoio ao governo Bolsonaro. “Respeito a decisão da maioria do PSD da Câmara de aliar-se ao governo federal. Peço, porém, que respeitem a minha posição no sentido de não concordar com essa postura”, escreveu o deputado Fábio Trad (PSD-MS) no Twitter, nesta sexta. “Eu não acredito em um governo que hostiliza a democracia. Continuarei independente e crítico em favor do país.”

Andrade, padrinho da indicação na Funasa, é sobrinho do ex-senador Clésio Andrade, condenado no chamado mensalão mineiro, esquema que levou à cadeia o ex-governador de Minas Eduardo Azeredo (PSDB).

Nomeação no Ministério da Saúde

Ainda nesta sexta foi nomeado o segundo-tenente do Exército Vilson Roberto Ortiz Grzechoczinski como coordenador distrital de Saúde Indígena no Distrito Sanitário Especial Indígena Potiguara da Secretaria Especial de Saúde Indígena. Ele assume o cargo em substituição a Helena Aguiar Rodrigues. Desde o mês passado, o governo vem nomeando servidores militares em cargos estratégicos do Ministério da Saúde.

A primeira nomeação de destaque foi a do general Eduardo Pazuello, que inicialmente assumiu o cargo de secretário-executivo do ministério na gestão do então ministro Nelson Teich. Com a saída de Teich do governo, no último dia 15, Pazuello se tornou o ministro interino da pasta.

*Com informações do Estadão Conteúdo

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