sábado, 4 de janeiro de 2020

Milhares de pessoas lotam centro de Santiago em primeiro protesto de 2020 no Chile

Dezenas de milhares de pessoas tomaram as ruas de Santiago, capital do Chile, nesta sexta-feira (3), no primeiro protesto de 2020. As manifestações começaram em 18 de outubro de 2019 e exigem medidas de combate à desigualdade no país.

Desde o início da tarde, os manifestantes se reuniram na Praça Itália, principal ponto de encontro dos atos Pouco a pouco, as ruas foram ficando lotadas, em um claro recado para a classe política do país que as propostas feitas até agora não satisfazem as demandas por mais saúde, educação e um melhor sistema previdenciário.

“Peço para 2020 que o governo abra os ouvidos e escute o povo. Peço que os políticos e os carabineiros (a polícia militarizada do Chile) tenham um pouco de consciência e critério. E que tenhamos um presidente que cuide do país, não o destrua. Eles estão destruindo seu próprio povo”, disse a enfermeira Blanca Tam, uma das manifestantes.

O protesto, que começou pacífico, terminou em confronto entre alguns grupos de manifestantes e os carabineiros, que protegiam um monumento em homenagem à polícia chilena na região da manifestação. Com pedras e coquetéis molotov, eles fizeram os agentes recuarem pela Alameda Bernardo O’Higgins, a principal avenida de Santiago, e aproveitaram para erguer barricadas para impedir um novo avanço das forças de segurança, que reagiram com o uso de canhões de água.

Uma igreja administrada pelos Carabineiros foi incendiada por um grupo de encapuzados. Além disso, agências bancárias foram depredadas na ação.

Segundo o último balanço divulgado pelo Instituto Nacional de Direitos Humanos (INDH), 24 pessoas morreram e 3.583 ficaram feridas desde o início dos protestos. Do total, 359 foram atingidas no olho por balas de borracha disparadas pelas forças de segurança.

O número de presos também continua crescendo, conforme o órgão, e já chega a 9.589. Além disso, o INDH registrou 1.549 denúncias de violações aos direitos humanos ao longo das manifestações.

*Com informações da Agência EFE

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