quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Ministério e Secretaria descartam risco de transmissão de vírus da febre hemorrágica

O Ministério da Saúde disse que não existe risco de transmissão do arenavírus à população geral. A morte de um morador de Sorocaba, em São Paulo, devido às complicações causadas pela febre hemorrágica foi o primeiro caso da doença no Brasil desde 1999.

Este foi apenas o 5º caso da enfermidade no país, sendo que os outros quatro ocorreram nos anos 1990.

O secretário substituto de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde, Júlio Croda, classifica a situação como “um evento limitado do ponto de vista de emergência de saúde pública”.

A maior preocupação, no momento, é com os profissionais de saúde que ficaram expostos a secreções do paciente que morreu.

Segundo Júlio Croda, como foi uma transmissão eventual não há uma orientação à população. “Nesse momento não existe nenhum alerta específico para a população no sentido de cuidados específicos.”

Seis profissionais que tiveram contato com a vítima estão em observação pelo período de 21 dias.

A transmissão acontece ao inalar partículas formadas pela saliva, urina ou fezes de roedores infectados. Também pode ocorrer de pessoa a pessoa, quando há contato muito próximo ou prolongado com alguém contaminado.

Como o processo é diferente, o patologista do Hospital Albert Einstein, João Renato Rebello Pinho, afirma que é uma doença mais difícil de ser transmitida.

A diretora de imunização da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, Helena Sato, também tranquiliza a população. “Não há necessidade de pânico, não há necessidade de correria aos postos de saúde. Não é um vírus de grande dispersão.”

A doença tem como primeiros sintomas febre, mal-estar, dores musculares, manchas vermelhas no corpo, dor de cabeça, tontura, sensibilidade à luz, constipação e sangramentos na boca e nariz.

*Com informações do repórter Levy Guimarães

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